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| Palaikastro / Vai / Itanos - qua 31/mai/17 (82 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Novamente acordei diversas vezes de madrugada e pelo mesmo motivo: a ansiedade por mais uma viagem às 6:00 h da manhã. O céu estrelado corroborava a notícia metereológica de céu claro e sem possibilidade de chuva. Até saí do quarto um pouco mais cedo para aproveitar o calor do interior do terminal rodoviário por mais alguns minutos. Comprei a passagem até a cidade de Palaikastro (leia palécastro), que fica na metade do caminho para Zakros, e também a volta saindo de uma prai
a mais para a frente. Em menos de 20 minutos o motorista estava me largando na praça central, ao lado da Igreja da Trindade. Uma pequena praça foi construída para expor cópias dos dois achados arqueológicos mais famosos da região. O kouros (leia cúros, figura de jovem) e a calculadora de eclipses. Iniciei o passeio saindo da cidade por um quilômetro em direção ao sítio minóico onde foram encontrados os artefatos e onde podem ser vistas ruínas da antiga civilização. Parte del
as foi reenterrada depois das pesquisas de 1902. O sol, que apenas começava a levantar, ainda não tinha força para esquentar muita coisa mas era sinal de um belo dia. Imaginei que fosse encontrar a zona das escavações fechada por causa do horário mas não havia portão, apenas um placa indicando a abertura às 8:00 h e o valor do ingresso. Também não havia ninguém na bilheteria. Na saída passei pela praia de Xiona (leia rriona) e segui a para a praia de Kouremenos (leia curemén
os). Começou então a esticada maior para Vai e Itanos, duas praia a dez quilômetros de Palaikastro pela estada asfaltada. O Dimitris falou de uma trilha pelos penhascos que deveria exigir umas três horas de caminhada, o que achei demasiado para o último dia com tantas atividades planejadas. Pensei que fosse enfrentar uma rodovia movimentada porém foram poucos os carros que me ultrapassaram. Começou a fazer falta a sacola com os dois litros de água e o pacote de bolacha que d
eixei em cima da mesa do quarto. Só percebi que havia esquecido depois de chegar à estação e perto da hora da partida do ônibus. Imaginei que fosse encontrar um mercado na nova cidade ou nas duas praias próximas mas não me dei conta de que nesse horário ainda estaria tudo fechado. Na entrada da praia de Vai existe uma das poucas florestas de pinheiros que restaram na ilha. Segunda a lenda sua origem foram as sementes trazidas pelos egípcios. Outra versão fala que as sementes
foram cuspidas pelos turcos nas invasões do século XVI, data provavelmente muito recente para justificar a antiguidade das plantas. Quando passei pelo bar em Vai perguntei a um funcionário sobre a água e fui informado de que o estabelecimento só abriria em 30 minutos, às10:00 h. Conformado em passar sede o resto do dia segui para a praia seguinte, distante dois quilômetros. Também existia uma rota mais litorânea, que atravessava o parque natural, porém preferi a comodidade
da estrada asfaltada. Em Itanos existe outro sitio arqueológico, onde a única estrutura distinguível é uma Basílica do início do cristianismo. Resolvi passar algumas horas ao sol no topo de um monte, já que as três praias da região eram forradas somente por areia. As 14:30 h retomei o caminho de volta para Vai para pegar o ônibus das 16:00 h para o hotel. O tempo esteve maravilhoso, sem nenhum nuvem no céu. Exatamente o que imaginava quando planejei a viagem para Creta.