| 29/jun/26 | Calendário | 01/jul/26 |
| Roma / Lisboa / São Paulo - ter 30/jun/26 * 4,25 km * (28 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
O voo para Lisboa saiu com trinta minutos de atraso, apesar de todo mundo ter embarcado no horário correto. Aproveitei para acompanhar a maioria na tentativa de recuperar o sono perdido na madrugada gelada do aeroporto de Roma, barulhento com a faxina. Contudo, a poltrona fixa do Airbus A320 é extremamente desconfortável e não permite posição adequada. A cabeça fica escorregando no encosto e o pescoço vira para trás, causando dor constante na coluna. O jeito foi pendurar a testa em direção ao peito, apoiando o cocoruto na fileira da frente e alongando a cervical, postura em que o incômodo ficava
apenas na moleira. O percurso de duas horas e meia foi bem estável, ao contrário da viagem de Portugal para a Itália, quando a aeronave não parava de chacoalhar. O pouso aconteceu quatro horas e meia antes do início do segundo trecho, sob 21° C. Dessa vez o capitão encontrou uma vaga junto ao terminal. Atendendo à recomendação da autoridade aeroportuária devido aos novos e mais lentos métodos de imigração, corri demais e passei direto, por engano, para a área internacional, sem parar no saguão de distribuição. Isso prejudicou a ida à sala VIP do segundo andar, como estava acostumado, e precisei m
e conformar com a versão reduzida do setor pós polícia. A comida é a mesma, porém com ambiente bem mais acanhado e com poucas mesas e tomadas. As atendentes também eram meio apressadas. Cada vez que ia ao bufê, os tralheres e guardanapos que havia pegado antes desapareciam. Também pretendia passar na filial da FNAC, o que teve que ficar para julho. Não tinha a livraria francesa, mas havia a edição portuguesa do Pequeno Príncipe na Divers, uma pequena livraria. Não deu para evitar. Entrei na fila dos passageiros Premium, que entram separados e cujo ônibus é exclusivo. A única coisa que tenho em co
mum com os outros é o status. Roupas, bagagem e assento no fundo são minha marca e de ninguém mais. Claro que o embarque foi no estacionamento, longe do terminal. Alguma coisa estranha estava acontecendo no voo. Quando o ônibus se aproximou da aeronave, um veículo policial estava estacionado ao pé da escada. Após algum tempo de sobe e desce dos funcionários, duas mulheres saíram da viatura carregando uma gêmea cada. Não deu para entender qual era a situação, mas as conversas sigilosas e em voz baixa dos comissários me levaram a criar uma teoria da conspiração de que as portuguesas estavam em miss
ão confidencial. Inicialmente imaginei que a lotação não estivesse completa, porém logo ganhei uma vizinha e não havia mais lugares vagos. O Airbus A330 neo iria levar nove horas e meia para atingir São Paulo. Claro que só sobrou a massa na minha vez. Eu falei que já estava acostumado e ele disse que já cansou de pedir para mandarem metade de carne, porém eles insistem na proporção 40-60. Depois de assistir o emocionante Devorador de Estrelas, dormi a viagem toda e nunca o percurso pareceu tão rápido. A caminhada entre a porta do avião e a saída do terminal foi bastante longa, com várias esteira
s rolantes e corredores. Finalmente, após atravessar o estacionamento, deu para entrar pela primeira vez no Aeromóvel para a parada de trem. Por enquanto, ele parte a cada dez minutos, mas a expectativa é que caia para seis quando estiver totalmente entregue. Ainda está com muito problema e não é uma ligação confiável. Não funcionou. O trem quebrou e todos tiveram que sair para pegar o ônibus tradicional. Ótimo cartão de visita. O veículo lotado me levou até o trem, onde entrei um minuto antes da partida. Se perdesse teria que aguardar uma hora. Pelo menos esse não era horário de muito movimento.