| 28/mai/26 | Calendário | 30/mai/26 |
| Podgorica / Doclea - sex 29/mai/26 * 23,37 km * (102 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Ontem à noite passei bastante tempo tentando entender a disposição geográfica da capital e percebi que estava andando pelo lado errado. A tarefa inicial do dia seria reconhecer o verdadeiro centro novo e visitar uma zona arqueológica alguns quilômetros fora da cidade. Saí do quarto sob céu totalmente limpo e forte sol às 10:00 h. Andando dev
agar e por avenidas com amplas calçadas, cheguei no sítio arqueológico da cidade romana de Doclea. O portão estava aberto e a guarita fechada, sem o segurança. Achei que fosse o único visitante do lugar, porém logo enxerguei um casal interessado nas ruínas. Como toda área de preservação, havia montes de pedras e algumas estruturas dicernivei
s. O local contava com o mapa das edificações e placas identificando os achados. De maior relevância visual observei o Fórum com a Basílica, um dos diversos templos e as termas. Em cinquenta minutos havia terminado a visita e estava identificando a rota para a parada seguinte. A linha de trem separa a área principal das escavações de outras
ruínas à beira da estrada secundária. Uma ponte que atravessa o Rio Zeta leva a uma rodovia. Não estava muito satisfeito com a escolha do percurso, já que estrada significa, geralmente, andar pelo asfalto. Nesse trecho, no entanto, uma calçada descente acompanhava o fluxo de veículos. Fiquei interessado em observar o encontro do afluente co
m o rio principal, contudo a posição não facilitava a visualização. Notei então, na outra margem, um terreno aberto bem na confluência, que entendi como ideal para a observação, e que podia ser atingido por uma trilha na beira do penhasco. Continuei andando até ver uma ponte pênsil para pedestres que permitia acesso para o lado da rota selva
gem. Sem forçar compararações, o encontro evidenciava a separação das águas escuras de um tentando se mesclar com as claras do maior. A única ressalva à pequena aventura foi a quantidade absurda de insetos voadores. Se Podgorica não é pródiga em monumentos arquitetônicos, a localização geográfica é privilegiada. No centro de um anfiteatro de
altas montanhas e atravessada for rios e córregos fluindo entre penhascos e formando inúmeras corredeiras, o posicionamento é espetacular. O odor dos oleandros e outras flores espalhados por toda parte da cidade contribuiam para um ambiente agradável, bem mais respirável do que o cheiro de esgoto nos banheiros dos hotéis em que tenho ficado
. Segui para a exuberante Catedral da Ressurreição de Cristo, consagrada em 2013, com as paredes totalmente cobertas por pinturas de santos. Na saída tentei procurar uma sombra para identificar as fotos e planejar os passos seguintes, porém a que encontrei junto às paredes externas da Catedral estava ocupada pro um cão dorminhoco. Descobri,
na segunda entrada que as cadeiras de veludo dispostas ao longo das paredes podiam ser utilizadas. Duas esculturas ladeavam o templo e iria perguntar sobre elas para o Google quando chegasse ao hotel. Quando senti que a bateria estava acabando peguei o banco de memória e percebi que havia esquecido o cabo no quarto. Sem carga não ia consegu
ir completar o passeio e decidi voltar sem muitos desvios, pegando a rota mais direta. Se tivesse encontrado uma loja de celular no caminho, poderia ter comprado o acessório, já que o original começara a dar sinais de estafa. Em 30 minutos entrei no apartamento, liguei a memória e saí novamente. Passei por diversos parques e conheci vários p
ersonagens históricos. Mais perto do centro existe um outro encontro de águas, menor, entre os rios Moraca e Ribnica. Uma grande atração é a Ponte de Pedra, quase na foz onde as águas se misturam. O dia foi cheio e serviu para anular a impressão ruim que tive ontem. Podgorica é muito agradável, ao contrário do que os videos da internet divulgam.