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Consegui dormir seis horas mais ou menos ininterruptas mesmo na poltrona forrada de plástico e com chão de madeira no lugar do carpete. Tentei mas não pude evitar o uso do casaco. Às 5:30 h o capitão iniciou a navegação na parte interna do porto de Pireus e o desembarque dos pedestres precisou de mais de meia hora para ser autorizado. O barco estava bem mais cheio do que eu havia imaginado, tendo ficado na coberta por tanto tempo sem observar o movimento de entrada de passageiros. Quando fiz as reservas em São Paulo percebi que haveria um grande lapso entre a chegada por mar e a saída por ar em Atenas e havia cogitado de algumas alternativas para passar esse tempo. Tinha vontade de visitar a Acrópole, o que não consegui fazer nos primeiros dias da viagem e já havia passado vários anos desde a última vez em que havia estado lá. Outra possibilidade era entrar em um dos magníficos museus. Mas a opção que realmente me atraía mais era passar o dia nos rochedos perto do mar. Contudo percebi que qualquer dessas atividades envolveria um grande trabalho de logística, incluindo transporte, horários e local para armazenar as mochilas. Antes ainda de pegar o navio para o porto de Pireus resolvi desistir de tudo e seguir direto para o aeroporto de Atenas para o voo noturno. Pela internet havia encontrado uma linha de ônibus que fazia exatamente o itinerário de que precisava e, ao sair do barco às 6:30 h, contornei o cais para além das estações de trem e metrô e segui para a praça de onde saía o transporte. Imaginei que fosse o primeiro a comprar a passagem para aquele horário mas, quando entrei, verifiquei que já havia bastante gente ocupando os lugares. Pude, contudo, encontrar um banco duplo de costas onde deu para colocar a bagagem. Como a frequência começou a aumentar bastante tive que me espremer ao lado da mochilona para ceder um dos assentos a quem precisasse. Em pouco mais de uma hora o motorista paro
u no ponto final no terminal aeroportuário e eu saí à procura de um banco onde pudesse passar as próximas horas. Como teria que ficar o dia inteiro esperando o surgimento das indicações de check-in nos painéis aproveitei para atualizar o sono que sobrou do navio. Às 16:00 h surgiu o número do balcão de registro, para onde me dirigi imediatamente. Não havia fila e fui atendido por uma funcionária que não encontrava minha reserva. Depois de verificar o cartão de embarque que eu havia recebido quando fiz o processo pela Internet a razão ficou clara. O voo que estava sendo preenchido era anterior ao meu, para o qual teria que esperar até as 20:30 h, o prazo normal de três horas antes da partida para poder completar a documentação. Consegui entrar na rede gratuita do aeroporto e transmitir alguma coisa, apesar da lentidão. A velocidade aumentou consideravelmente quando atravessei para a área de segurança às 21:00 h. Dessa vez a inspeção invocou com a régua de extensão das tomadas que carregava na mochilinha. Mas foi apenas por falta de detalhe na tela e não apresentou maior problema. A primeira reação ao encontrar meu assento do Boeing 777-300 foi positiva porque percebi que a fileira só tinha duas poltronas. Mas após a instalação observei que o braço que separava as duas era inteiriço e fixo, daqueles com bandeja embutida. Dessa forma fiquei com duas mesas e sem poder expandir as pernas para o lado, que ficou sem ocupante. Pela quantidade de pessoas que fazia o registro no balcão do primeiro andar imaginei que a lotação estivesse completa porém havia diversas vagas pela aeronave. No anúncio inicial o capitão estimou a duração do voo em pouco mais de quatro horas, contudo, também alertou que a decolagem seria atrasada em vinte minutos. Segundo ele isso não influiria nas conexões, que seriam readequadas pela companhia. Como o prazo para minha troca era de mais de três horas não fiquei muito preocupado.