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| Diekirch / Clervaux - ter 28/jul/26 * 11,29 km * (71 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Clerveaux é a próxima base por duas noites. Após o último café da manhã em Diekirch, voltei ao quarto para o cochilo rápido de praxe e saí às 10:00 h. Tinha a opção de transporte rodoviário ou ferroviário, o trem com necessidade de conexão em Ettelbruck e uma linha de ônibus direta. Mas dei preferência à comodidade dos trilhos, tanto pelo amarzenamento da bagagem quanto pela sensação de espaço, desde que não viesse lotado da capital. Não veio. Em 15 minutos cheguei na estação para pegar o primeiro trem, e a viagem completa, incluindo a conexão, durou uma hora. Deu para deixar o casaco na mochilona e parece que isso vai s
er possível pelos próximos dias, com a temperatura devendo subir bastante a partir de hoje. O segundo terminal de trem do dia fica ao lado do Rio Clerve. Em 20 minutos completei o quilômetro e meio de leve subida, entrando no hotel ciente de que estava muito adiantado. De fato, não havia ninguém na recepção, e após insistir na companhia decidi por minha conta pegar o necessário para passar o dia e deixei o resto num armário de guardar abrigos dentro do restaurante. Quando estava terminando de armazenar a bagagem, apareceu a portuguesa Soraya, para quem avisei que havia deixado as mochilas lá dentro. É impressionante a qu
antidade de portugueses no Luxemburgo. Vi em algum lugar que eles são quase 20% da população e é muito fácil ouvir a língua falada nos transportes, mercados, lojas e restaurantes. Já há muito tempo que eles vêm para cá trabalhar e não voltam mais. Pensando melhor, fui até o balcão e perguntei se teria que aguardar até 15:00 h como avisava a placa sobre a mesa. Ela viu que o quarto estava pronto e me registrou sem aceitar o pagamento. Tinha esperança de que eu fosse pedir alguma coisa no bar ou jantar na propriedade até a saída na quinta-feira. No novo quarto não encontrava maneira de acender as luzes. Desci para pedir aj
uda e fiquei com cara de bobo. Como o alojamento ainda usa chave de metal, não tive a ideia de experimentar a fechadura adicional que ficava em frente à porta, em substituição às caixinhas para inserir o cartão, como na maioria dos estabelecimentos atualmente. Depois de completar a rotina de instalação num novo albergue, saí para conhecer a cidade. O hotel fica a 200 metros do castelo, acessado por uma pequena escadaria. A visita deixou um gosto de desilusão. O pátio interno dá acesso aos órgãos da prefeitura, que também abrigava a exposição temporária A Família do Homem coordenada pela UNESCO. Não sei se teria entrado s
e estivesse aberta, mas segunda e terça são dias de folga. Do outro lado da área cercada pela construção ficavam duas mostras permanentes. Uma apresentava vitrines com manequins vestidos de soldados americanos em várias situações de batalha, carregando diversas armas e munições, além de itens de higiene e alimentação que usavam no dia a dia. Alguns andares expunham grande quantidade de maquetes dos diversos castelos do país. Andei um pouco pela Esplanada do Rio Clerve que banha a cidade e iniciei a subida para a Abadia por uma trilha no meio do bosque. A igreja dedicada a São Maurício é bem simples, sem decoração além de
uns quadros modernos e algumas imagens sacras. Dentro do trem na vinda fiquei pensando se não teria sido mais vantagem ficar uma ou duas noites a mais em Diekirch e feito a visita no esquema bate-volta. Não há motivo para ficar mais de algumas horas na cidade, apesar de ser simpática e aconchegante. A internet resolveu mostrar que nem tudo é perfeito no Luxemburgo e o banho foi uma mistura de água gelada ou fervente, sem muita facilidade de misturar. Claro que o chuveiro não ficava parado direito no suporte e tive que manter uma das mãos ocupada segurando o esguicho. Depois do soluço inicial, a rede voltou a cooperar.