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| Bari / Roma - sex 26/jun/26 * 2,56 km * (28 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Está chegando no fim. Hoje vou de trem para Roma, a última parada desta viagem. O trem sai às 11:30 h e fiquei um pouco mais no quarto. Não sei se é por causa das obras num trecho para atravessar a Itália, mas não consegui marcar passagem direta quando fiz a compra em São Paulo, tendo que fazer conexão em Bolonha. Pesquisei ontem nas bilheterias automáticas e no site da Trenitalia, a empresa estatal italiana, das greves, atrasos e cancelamentos, com o mesmo resultado da necessidade de troca. Deixei o alojamento às 10:00 h para percorrer os 600 metros até o terminal e não consegui evitar a entrada numa livraria com edição italiana que não possuía do Pequeno Príncipe. Está virando compulsão, que não incomoda, por enquanto. O destino final era Milão e a viagem no pinga-pinga duraria seis horas. A conexão era de apenas vinte minutos, tempo suficiente para transferência de plataformas, se não houvesse atrasos. À medida que se aproximava o horário, aumentava o frio na barriga. Com cinco minutos de antecedência os monitores e o serviço sonoro começaram a avisar sobre a aproximação. O trem era longo e meu assento ficava no último carro. Larguei a mochilona no bagageiro perto da porta e caminhei à pr
ocura da poltrona reservada. O frio passou da barriga para o resto do corpo. Não havia cogitado da possibilidade de ar-condicionado. Seriam seis horas geladas. Pensei em voltar para a bagagem, porém resolvi suportar no início e depois me acostumei. Reparei que o trem oferecia internet mas, ao tentar acessar, o aplicativo queria mandar um SMS com o código. Não recebia de forma nenhuma, apesar de mexer em todas as configurações. Finalmente, descobri que precisava ativar o chip da Vivo, ao qual o número fornecido na página de configuração estava vinculado. Após receber a mensagem, desativei rapidamente, com medo dos dados móveis internacionais. Fiz o teste com o diário, que foi bem demorado. Contudo, não tinha nada urgente para fazer na rede. Perto de Bolonha, o frio foi para a barriga novamente e o monitor da plataforma não apresentava o trem de Roma. Sem saber o que fazer, esperei um pouco e decidi descer para o saguão. O primeiro trecho atrasou dez minutos e o temor de perder a conexão se desfez quando encontrei uma tela bem maior mostrando que o comboio para o meu destino estava atrasado 35 minutos. Foi uma espécie de alívio que se transformava em preocupação à medida que o atraso era atual
izado para 45 e depois 50 e depois 55 minutos. Depois 60, 70, 75. Recebi uma mensagem da conpanhia aconselhando a entrar no site e acompanhar as atualizações em tempo real. Aparentemente era um problema técnico com o trem e não surgiam outras notícias. Decidi desistir do trecho pago e comprei nova passagem na bilheteria automática. Dessa vez com a empresa Italo, mais confiável segundo a Dani, professora italiana de ioga. Até ganhei um copo de Coca e duas bolachas de chocolate. O atraso no novo comboio foi de apenas quinze minutos, enquanto não havia novidade com o antigo. A viagem tem duração de duas horas e meia e ia chegar na Cidade Eterna às 21:00 h, fora do meu padrão, porém coroando o dia com sucesso, depois de horas mais estressantes do que cansativas. Por curiosidade entrei mais uma vez na página para controlar o avanço do reparo. Estava programado para entrar em Roma uma hora depois de eu chegasse. Ontem deu para evitar andar no escuro. Hoje não. Pelo menos o hotel é do lado do terminal. O recepcionista já estava me esperando e pude pagar com o cartão VTM. Para a cara taxa turística só aceitavam dinheiro vivo. O quarto é bem pequeno, com boa internet lenta, mas que deixou fazer tudo.