| 25/ago/26 | Calendário | 27/ago/26 |
| Tournai/ Mons - qua 26/ago/26 * 13,69 km * (94 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Após mais um dia inútil por preguiça, consegui deixar o hotel, sem café da manhã, às 10:00 h. Talvez a bela lua da madrugada tenha ajudado. Com uma jornada perdida, precisei alterar os planos para tentar visitar três cidades, num passeio meio corrido. A primeira parada
foi na localidade mais distante, depois de um percurso de uma hora e meia. Tournai é uma cidade medieval e a maioria das atrações que visitei remontam ao séc. XIII. Na saída do terminal fica o parque Crombez que conduz direto à igreja São Brice, que homenageia o bispo d
e Tour, na França. Continuei até o Rio Escalda que atravessa a cidade, o mesmo que passa em Antuérpia. Entrei no escritório de turismo para perguntar se a recepcionista sabia onde poderia adquirir o Pequeno Príncipe no dialeto valão, sem muita esperança de resposta posi
tiva. Ganhei, no entanto, um endereço que poderia me ajudar. Não ajudou e a única livraria em que tive algum sucesso foi a última por que passei. A vendedora disse que era uma tradução antiga e não via o título desde 2012. Ficou porém com meu e-mail e se prontificou a e
ntrar em contato com o tradutor e ver se o livro ainda existe. No centro histórico passei pela Catedral de Nossa Senhora, mais uma em reforma. Na atração seguinte ficou claro que havia sido um pouco otimista imaginando ser possível conhecer três localidades em uma tarde
. O Campanário permitia visita e não deu para evitar a escalada dos 257 degraus. Diversos patamares intermediários permitem conhecer um pouco da história desse tipo de construção e das intrigas políticas que antecedem a autorização de sua edificação. A escadaria é bem e
streita e com degraus para pés de gueixa. Apenas uma fina barra de ferro, substituída por corda no final, ajuda a manter o equilíbrio. Uma sala protegida por vidro apresenta o mecanismo do carrilhão com um imenso tambor envolvido pelos pinos que definem as músicas quand
o o badalar é automático. No andar de cima está em exposição o teclado usado para espetáculos ao vivo. Como sempre, as vistas são formidáveis. Antes de voltar à estação, passei pela Ponte Trous, parte de uma das três muralhas concêntricas originais. O trem seguinte era
pinga-pinga e atrasou ainda mais a sequência de visitas. Fui obrigado a vestir novamente o agasalho que havia tirado no início da primeira caminhada. Mons é mais uma cidade importante do séc. XIII. Como contraste temporal, a estação de trem, projetada por Santiago Calat
rava, dá boas-vindas aos viajantes. Fui para o centro histórico que, seguindo o padrão das cidades de passado medieval, gira em torno da Praça do Mercado, onde fica também a Prefeitura. Além do edifício com detalhes dourados na fachadas, existe um jardim agradável nos f
undos. A curiosidade é a escultura de um pequeno macaco de bronze perto da porta que, segundo a lenda, distribui boa sorte para quem alisa sua cabeça. Na dúvida... Na parte mais elevada do centro, onde existem as ruínas de um castelo, agora o que chama a atenção é o cam
panário ao estilo do que havia acabado de escalar em Tournai. No daqui não subi. Para terminar o passeio entrei na gigantesca Igreja de Santa Waudru. Mesmo com a visita mais acelerada, não deu tempo de ir até Charleroi como planejado. Fica para a próxima viagem à Bélgica.