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| Saranda / Corfu - qua 24/jun/26 * 18,69 km * (70 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Já vinha pensando no assunto há alguns dias e ontem à noite resolvi fechar a questão. A travessia marítima para a ilha de Corfu na Grécia era necessária porque a barca para a Itália sai de lá. No entanto, só pretendia ficar menos de um dia, suficiente para embarcar na madrugada de quinta-feira. Como a bolsa para atravessar a fronteira albanesa saísse perto do meio-dia, ia ficar na ilha grega apenas doze horas e pensava em aproveitar o tempo rememorando alguns dos pontos turísticos qu
e havia conhecido em julho de 2014. Contudo passear carregando as mochilas era bastante desconfortável e precisava encontrar algum lugar para deixar a bagagem temporariamente. A pesquisa no Google indicou que não havia armários de aluguel no terminal, mas encontrei uma empresa que presta o serviço comercialmente. O inconveniente é que não dava apenas para entrar e usar a instalação. Era preciso fazer uma reserva pela internet. Entrei no site e não tive problema para marcar uma hora,
porém não reparei que havia escolhido a localização errada. Existem dois endereços, um na saída do porto, que é o que me interessava, e outro no centro, mais distante. Mandei um e-mail tentando transferir a senha e continuava aguardando uma resposta. Acordei às 6:30 h e decidi que iria pular o café da manhã. Continuei dormindo por duas horas, quando a fome apareceu. Resolvi descer para uma refeição rápida. O dono carrancudo, mas gente boa, está sempre afobado, gritando com os funcion
ários e com a mulher, especialmente num horário mais avançado, com o refeitório cheio. Ele também gosta de ficar mudando as pessoas de mesa. Antes de ir embora, recebi mensagem comunicando que o armário havia sido alterado para onde eu queira. Saí às 10:00 h para percorrer os dez minutos até o porto. Após apresentar a passagem, larguei a mochilona na garagem em que não havia nenhum veículo A viagem deveria durar uma hora e meia e o convés principal coberto e na sombra estava quase lo
tado meia hora antes da partida. Eu fiquei em cima no solário, onde não havia quase ninguém. Deixei a Albânia como brasileiro e entrei na Grécia como português. A fila dividida entre europeus junto com britânicos e outros, apesar de longa, andou rápido. O que demorou foi andar de uma ponta a outra do porto sem muita informação. Não adiantava perguntar porque ninguém sabia de nada. Caminhei até o local do prédio que armazenava bagagem, vendo que havia um local apropriado nas próprias
instalações portuárias. Nem me preocupei em ver os valores e condições para não me arrepender da compra online. Com o número do armário e a senha não tive problema em armazenar os pertences para percorrer o centro com mais liberdade. Passei numa loja de bilhetes para ver onde era a parada da balsa para a Itália. Surpreendente recebi resposta satisfatória de uma simpática vendedora e descobri que teria que voltar por toda a rota duas horas antes do embarque. Seriam dez horas para gas
tar na cidade, mas não pretendia andar depois de escurecer. Inicialmente passei pela Fortaleza Nova, onde fica um Museu Arqueológico, mas estava tudo fechado. Não que eu fosse fazer a visita, de qualquer forma. A tarefa principal era passar nas três livrarias que estavam indicadas no mapa eletrônico. Foi bom ter feito a compra na primeira, porque a segunda eatava fechada e a terceira não existia. Cheguei ao forte velho, de construção veneziana do séc. XVI e acréscimos durante a ocup
ação britânica. Instalado numa península transformada em ilha pela escavação de um fosso marítimo por motivos de proteção, ele forma um belo promontório, quando visto de longe. Para passar o tempo, fiz uma caminhada de oito quilômetros ida e volta até uma lagoa, de onde é possível avistar o movimento do aeroporto. Na região também fica um monastério acessado por uma passarela de concreto sobre as águas. Já havia estado na área na viagem anterior, mas voltei para ver do que lembrava.
No geral tudo continuava gravado na memória. Resolvi retirar a bagagem um pouco mais cedo porque estava ansioso por causa das nuvens que vinham se acumulando. Segui para o terminal marítimo, onde passageiros estavam se reunindo para uma partida para a Albânia. A chuva fraca teve início logo depois e durou pouco. O terminal não disponibiliza rede wifi e o aplicativo de transmissão de arquivos não consegue trabalhar apenas com os dados móveis do eSim. Vai ficar para o hotel da Bari amanhã.