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| Esch-sur-Sûre / Bourscheid - sex 24/jul/26 * 29 km * (78 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Consegui não dormir após a volta do café da manhã e saí às 9:00 h para pegar o primeiro transporte do dia, para Ettelbruck. Percebi que a quantidade de lugares para visitar e as caminhadas não são atividades compatíveis. Ou anda e não sobra tempo para visitas, ou faz tudo pelo transporte rodoviário. No máximo, dá para completar o deslocamento a pé entre o hotel e a parada dos ônibus, que pode variar de acordo com a linha. Descobri que a outra vantag
em de alguns veículos é o aquecimento ligado, na parte gelada da manhã. Tive que aguardar vinte minutos pela partida do segundo serviço, com o qual chegaria à primeira atração do dia. Esch-sur-Sûre é a sede de mais um castelo e fica num cotovelo formado pelo vale do Rio Sûre. O céu totalmente limpo e a ausência de vento permitiram que retirasse o casaco mais cedo. Após 50 minutos a van chegou na pequena cidade, em que a atração principal é compartil
hada com as várias trilhas nas montanhas ao redor. Inicialmente subi até o castelo, que é aberto ao público gratuitamente. Apenas a parte exterior pode ser vista. A capela e a Torre Senhorial estavam trancadas. Em seguida subi os 150 degraus da outra elevação, em que fica uma torre cilíndrica de defesa e a estátua da Virgem Maria. Desci pela trilha com escadas do outro lado para atravessar o Rio Sûre e enfrentar a montanha em frente, com mais panora
mas. Além das construções históricas e do centro, era possível visualizar a incrível situação geográfica da cidade na curva de mais de 270° do curso dágua. Isso era o que eu imaginava. O alfinete que preguei no mapa eletrônico estava no mirante errado e passei direto, sem perceber que já havia andado demais. Notei que havia outra indicação de ponto de vista mais para cima, indo naquela direção e torcendo para que apresentasse uma visão desimpedida.
Cheguei ao local e realmente havia uma pequena construção com vista dos telhados do centro. Mas foi um decepção completa. Não dava nem para saber que por ali passava um rio, com a paisagem totalmente oculta pelas altas árvores do bosque. A vantagem é que ficava bem perto da rodoviária, de onde planejava conhecer outro castelo, num trajeto com conexão novamente. Andar de ônibus no Luxemburgo é uma tranquilidade. Tudo bem planejado, com motoristas ate
nciosos, prestativos e sempre pontuais. Ao chegar na parada intermediária consultei os horários da segunda perna e fiquei sabendo que teria que esperar meia hora. Resolvi ir a pé, já que o trajeto não passava de oito quilômetros. Parece que tinha chegado num meio termo entre transporte sobre pneu e sobre chinelo. Os motoristas ficam com as distâncias maiores e eu com as menores. O Castelo de Bourscheid é constituído, na verdade, por uma parte baixa
e outra alta, cada uma com pátios inferiores e superiores. O que deveria ser um museu, abriga apenas algumas maquetes, a árvore genealógica das famílias e alguns totens com biografia dos moradores de maior fama. Também não foi um passeio excelente. Como não tinha planos de ver outras atrações, decidi caminhar de volta para o alojamento. O mapa me confundiu um pouco, fornecendo opção de diversas rotas. Comecei a andar pela estrada pavimentada que não
tinha muito movimento. Contudo, ela subia um morro bem inclinado. Tentei ser esperto e entrei numa trilha, na esperança de evitar um pouco das subidas. Em vão. Foi bem cansativo. Se soubesse que teria que subir de qualquer forma, teria escolhido o asfalto em vez do mato. O pior trecho foi quando a rua se transformou numa movimentada e barulhenta autoestrada. Pelo menos tinha um pouco de acostamento. As duas horas e meia de exercício foram estafantes.