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| Herzegovina Novi / Perast - sex 22/mai/26 * 23,84 km * (76 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Caminhei até o centro para verificar se havia algum livro sobre a história da cidade no Museu Marítimo. Não achei nada além de um encarte caro da Fortaleza. Deixei para a volta, se ainda estivesse aberto. Sem saber muit
o o que fazer, resolvi executar o plano arquitetado ontem em substituição do passeio de barco. Fui para a rodoviária comprar uma passagem para Herceg Novi, uma cidade medieval na saída da baía. Os bilhetes só podiam ser
adquiridos no dia da viagem e um cartaz falava em 20 minutos antes da partida. Não sei qual a flexibilidade da norma. O veículo de 36 lugares partiu pontualmente às 9:43 h com 12 passageiros. Devia ter me vestido para
uma excursão ao Polo Ártico. Descobri alguns dias atrás que o que eu chamava de Baía de Kotor tem o nome de Baía Boka. O percurso levou uma hora e assim que cheguei ao terminal rodoviário fui verificar o trajeto de volt
a. A intenção era parar em Perast antes de retornar para Kotor, porém a vendedora deu a entender, num inglês sofrível, que a parada intermediária era incerta. Também entendi que haveria apenas um serviço de volta, em to
rno das 13:00 h. Em Kotor só vi o alfabeto cirílico usado nas portas de alguns carros de polícia. Em Herceg Novi ele parecia ser bem mais frequente. Andei por dois quilômetros pelo calçadão até uma marina e voltei pelo
mesmo caminho. Tive um pouco de dificuldade para encontrar a escadaria correta para entrar no centro, onde ficavam as igrejas de São Jerônimo e a do Arcanjo Miguel, além da Torre do Relógio. O passeio às margens do lago
, apesar de muito prazeroso, usou os minutos preciosos que eu tinha para conhecer a cidade. Cheguei ao castelo às 12:30 h e considerei o tempo restante insuficiente para conferir o interior. Acho que deveria haver condu
ção mais tarde, mas foi melhor não arriscar. Peguei o ônibus das 13:18 h, como a vendedora mal humorada havia aconselhado. O motorista foi simpático e me deixou sair em Perast, que não fazia parte das paradas oficiais.
Tive que descer pelo interior de um hotel e depoís pelos degraus que conduziam ao nível da água. A primeira atração foi a pequena Igreja de São Nicolau, ao lado do Campanário. Encarei os 150 degraus para apreciar a vist
a de quase a mesma altura em que o condutor me largou na estrada. O passeio mais tradicional de Perast é a travessia de barco para duas ilhas em frente ao calçadão. Uma abriga o Mosteiro Beneditino e a outra a Igreja de
Nossa Senhora das Rochas. Não fui a nenhuma. O retorno a pé de doze quilômetros pela rodovia não foi tão dramático quanto havia imaginado. Somente cansativo. Alguns trechos até foram agradáveis quando dava para fazer d
esvios pelas cidades. A cobra grandinha se assustou comigo antes de eu ver ela correndo para o mato e descendo o barranco. Nem deu tempo de apontar o celular. Cheguei em casa arrebentado depois do exercício de três horas.