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| Kotor - qua 20/mai/26 * 12,56 km * (83 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Aproveitando que a temperatura devia ficar por volta de 23° C e sem previsão de chuva, resolvi arriscar e saí às 10:15 h sem o casaco, que ocupa a maior parte do volume do saco diário. A intenção era seguir em direção ao centro e visitar o interior das muralhas. Inicialmente peguei a ligação viária
mais óbvia entre a baía e as montanhas, cujas calçadas são transformadas em estacionamento por motoristas desrespeitosos. Após diversas tentativas que me conduziam aos quintais de residências, encontrei um acesso às águas da enorme baía. Segui por algumas centenas de metros até chegar ao parque Slo
bode, onde se reúnem os operadores de passeios. Fui abordado por vários, até que um mais insistente começou a descrever seu itinerário. Desde que percebi ser inviável a caminhada até a cidade de Perast como havia planejado, por causa da inexistência de calçada ou acostamento, pensei na possibilidade
de fazer o trecho por barco. Mas os pacotes oferecidos eram apenas em lanchas rápidas para quatro pessoas no máximo. Estava procurando algo por volta de 20 ou 30 passageiros e não tinha intenção de concordar com menos. Atravessei um dos portões da cidade velha e iniciei o caminho pelo topo da mural
ha. De lá observei uma nave grande de onde saiam várias pessoas, me deixando animado. Desci para observar a Praça de Armas, com a Torre do Relógio e o Palácio do Príncipe. Passei num quiosque turístico e recebi a resposta de que havia apenas lanchas rápidas, como já havia percebido. Ela falou algo q
ue me pareceu ser por causa da época do ano. Talvez comecem apenas no verão. Tomado de dúvidas pelos ameaçadores avisos de necessidade de uso de calçado apropriado, decidi encarar os 1.350 degraus (85 andares) da subida até a fortaleza que protege as ruínas do Castelo de São João. Alertavam ainda co
ntra animais rastejantes. Puro terrorismo. Iniciei às 13:30 h e precisei de uma hora para atingir o topo. Não foi tão arriscado enquanto me mantinha nos degraus de pedra, porém levei alguns escorregões quando utilizava a inclinada rampa para dar passagem aos outros turistas, que subiam mais rápido d
o que eu ou desciam. Lá em cima, além das vistas extraordinárias, só havia muros arrebentados da fortificação e pedras acumuladas. A descida levou metade do tempo pelo mesmo caminho. Tinha ideia de usar outra rota, contudo não descobri onde começava e receava ser menos acessível. De volta ao centro,
andei pelas vielas e entrei na Igreja de São Nicolau, do culto ortodoxo da Sérvia. A capela de São Lucas, também seguidora da mesma denominação e localizada quase em frente, estava fechada. Ao sair das muralhas encontrei a rota alternativa para a subida até o castelo. Perguntei para um casal que ha
via acabado de terminar a rota e me disseram que não havia degraus, apenas pedras soltas. Era exatamente o que meu chinelo procurava para me derrubar. Usei o calçadão ao longo da baía para voltar para o hotel, num percurso bem mais agradável do que a avenida principal, barulhenta e com tráfego lento.