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Bruxelas / Luxemburgo - dom 19/jul/26 * 10,27 km * (33 fotos)Mais fotos:ÁlbumSlide showVídeos

Magritte - BruxelasDesisti do café da manhã para ficar um pouco mais na cama. A passagem de velho que comprei ontem, apesar de não oferecer desconto excepcional, permite o uso durante todo o dia e escolhi o serviço das 11:37 h que, levando em conta as três horas do trajeto, chegaria pouco antes da abertura do registro no hotel. Recebi uma mensagem para fazer o cadastro pelo computador, porém o endereço fornecido não funcionava. O sol voltou e estava tudo pronto para sair às 10:00 h. A caminhada de apenas um quilômetro e meio até a estação de trem levaria vinte minutos, deixando a oportunidade de fazer tudo com a calma que aprecio. A visão de céu limpo oferecida pela janela do quarto era ilusória. Nuvens escuras prometiam uma tarde bem úmida. O vento gelado pedia o uso do casaco, masEstação de trem - Luxemburgo a preguiça de abrir a mochilona no meio da rua me fez evitar a medida. Daria para pegar o trem de uma hora mais cedo, porém chegaria com muita antecedência. Poderia arriscar, mas decidi aguardar na sala de espera. Não deu para aguentar a conversa em tom animado em francês de dois indivíduos com cara de sem-teto e voltei para o saguão. As moscas incomodavam com quase a mesma intensidade. Ainda não aprendi que é melhor esperar no destino do que na origem. O trem anterior era grande e tinha pouca gente. O que peguei era curto e lotado. Também não tinha lugar para a bagagem, que teve de ir entre as pernas no intervalo das duas fileiras que se defrontavam no conjunto de quatro acentos. Pelo menos deu para aproveitar que estava perto das duas mochilas e pegar o agasalhTorre do Relógio - Luxemburgoo contra o ar-condicionado gelado. Além da lotação, amenizada ao longo do caminho, um grupo de adolescentes insistia em cantar a todo pulmão. O sistema sonoro anunciou que, por razões técnicas, seria preciso trocar de trem numa cidade antes do destino. Para confirmar que havia compreendido corretamente o aviso, perguntei para a controladora que veio verificar os bilhetes, que respondeu que um ônibus de substituição levaria os passageiros pelo resto da viagem. Poderia aguardar por uma hora pelo trem seguinte, mas ela começou a elencar uma série de desvantagens que, pelo que entendi, esticaria a jornada por três horas. Depois que o grupo barulhento da excursão desceu, a viagem seguiu um pouco mais tranquila. Ainda bem que eu estou num país de primeiro mundo. Após laPalácio Grão-Ducal - Luxemburgorgarem os cerca de cinquenta passageiros na porta da estação de Arlon por 45 minutos sem explicações, surgiu um ônibus urbano articulado para levar todo mundo e completar os últimos 30 quilômetros do percurso, curto e rápido. Se a maioria fosse de italianos já teriam feito o maior escândalo. E merecido. Fiz o registro na recepção do Hotel Ibis, que fica a poucos metros da estação, observando que não está localizado numa região muito atrativa. A frente do terminal é apinhada de nóias inofensivos, porém desagradáveis. Saí às 17:00 h para andar um pouco pela cidade alta, região que não lembro de ter visitado nas vezes anteriores. Só recordava mais ou menos do Palácio Ducal. A cidade baixa, mais antiga, fica nas bordas do Rio Pétrusse, mas deixei o passeio para amanhã.