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| Antuérpia - qua 19/ago/26 * 22,87 km * (30 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
A primeira coisa que chamou a atenção ao deixar o hotel às 10:30 h foi a quantidade absurda de judeus ortodoxos nas ruas molhadas. Parece que o comércio de diamantes continua bastante ativo. O bairro em que as pedras são trabalhadas e transacionadas acompanha os trilhos perto da estação central e comporta dezenas de lojas e joalherias especializadas. O caminho escolhido pelo aplicativo de mapas era uma sequência de es
paços para pedestres paralelos a ciclovias, aos trilhos e, mais distante, ao próprio rio que atravessa a cidade. Um pequeno mormaço me obriigou a tirar o casaco na altura do aeroporto e até me deixou com alguma esperança. Não sabia direito para onde estava indo, apenas que era uma grande mancha verde no mapa com nome mencionado como uma das atividades a fazer em Antuérpia. Na realidade descobri que são dois locais com
a mesma denominação, e estava indo na direção do grande parque em que fica a residência particular da família de impressores Moretus Plantin, que não permite acesso do público geral. O que pode ser visitado é o museu no centro da cidade com máquinas de impressão usadas desde a invenção dos tipos móveis no séc. XV. No entanto, ele está fechado em razão de passar por renovação. Ao ver a placa de entrada proibida já hav
ia recolocado o agasalho e tomado bastante chuva. Há dois dias lamentei por não ter saído do hotel. Hoje me lamentava por ter saído do hotel. Mas a odisseia apenas começava. Estava corajoso e decidi prolongar a caminhada até o Rio Escalda. Só faltou a cooperação das nuvens. Teimei na tentativa de completar o percurso, porém chegou o momento em que me dei por vencido. Com a ajuda do mapa, tracei uma rota direto de volt
a para o hotel e cheguei à conclusão de que não adiantava procurar um abrigo novo a cada cinco minutos para aguardar a garoa diminuir. O trajeto percorria ruas residenciais com mansões espetaculares e nenhum resquício de buracos para proteção. Molhado pouco era bobagem e enfrentei a forte tempestade por quase uma hora. A previsão no celular mudou de repente e apontava a diminuição do aguaceiro apenas para a noite. Dep
ois da passagem da fase mais aguda, a água se revezava em períodos mais leves ou mais fortes, mas nunca parou de cair. Depois das 72 horas da mudança do tempo em Roterdã, já passava o dia todo fungando e espirrando. Imagino que o banho forçado de hoje não vai ajudar. O chuveiro quente foi um grande alívio e aproveitei para lavar as roupas encharcadas. Apenas o casaco novo ficou pendurado na expectativa de secar logo.