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| Bruxelas - sáb 18/jul/26 * 13,47 km * (74 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Apesar da dificuldade, consegui descer para o refeitório às 8:00 h e, de fato, a disponibilidade alimentar estava normal, com reposição contínua. Havia apenas um grupo de quatro brasileiros, mas aos poucos foram aparecendo novos hóspedes. O que não me agradou nem um pouco foi o céu completamente nublado e o ar ambiente bastante frio. A página de abertura do celular indicava 19° C. Antes de dormir ontem à noite, pedi para o mapa procurar livrarias e ele mostrou um monte. Sem saber por onde começar, e
ncontrei no Google um site que listava as dez mais importantes. Pretendia conhecer algumas entre uma e outra visita a atrações turísticas do centro. Abri a janela uma última vez e me convenci de levar o traje completo. Talvez tenha que apressar a compra da calça. Perto do hotel fica o Jardim Botânico, não mais do que uma grande área verde com canteiros e sebes geométricas. Talvez as plantas fiquem dentro do edifício com fachadas de vidro, lembrando estufas. Atravessei uma grande avenida que faz part
e do anel viário que circunda o centro e andei até a primeira loja que havia marcado no mapa. Ela fica dentro das Galerias Reais Saint-Hubert, composta pela Galeria do Rei, da Rainha e do Príncipe. Vários painéis relatavam um pouco da história desse tipo de construção para consumo surgido já no séc. XVIII em Paris. A de Bruxelas foi inaugurada em 1847 e me surpreendeu porque nunca havia reparado que os pisos superiores abrigam residências usadas como habitações corriqueiras. As portas com interfones
convencionais dividem espaços com as lojas e têm saída para o interior do conjunto comercial. Na menor das três passagens fica a Livraria Tropismes, que existe desde 1984 no lugar originalmente ocupado pelo Café do Príncipe. Com espelhos e colunas de mármore, encontrei no mezanino, com a ajuda de um vendedor, inúmeras edições de O Pequeno Príncipe. Sem conseguir e tentando me controlar sem convicção, saí com a mochila bem mais pesada. Foi aí que o plano começou a fazer água. Um sol tímido reapareci
a de vez em quando, apenas para criar sensação de abafamento dentro de tanta roupa. Juntando com o fardo nas costas, decidi voltar para o quarto e me livrar tanto das roupas exageradas como da biblioteca. Saí novamente ao meio-dia para iniciar mais uma vez a visita, levando o casaco embrulhado por via das dúvidas. Entrei na Catedral e fui para a Grand-Place, apreciando as vitrines tentadoras de chocolates e waffles. O agasalho não aguentou muito tempo escondido. Dei algumas voltas na praça central o
bservando os edifícios do Museu da Cidade e da Prefeitura, onde havia acabado de acontecer um casamento, com os noivos recebendo os cumprimentos da multidão. Não dava para saber onde terminava a sinceridade e começava a galhofa. Acredito que não fosse um casal conhecido. Voltei para a estação de trem em que estive ontem para efetivar a compra da passagem para a cidade de Luxemburgo, capital do país. Ao conferir o bilhete emitido reparei que havia escolhido a data errada e fui trocar na sala de atend
imento ao cliente num procedimento que não apresentou nenhum problema. Depois de comer um quilo das famosas frites, continuei para o prédio da Bolsa de Valores, que me deixou pensando se não seria um grande teatro. Na verdade as operações financeiras não ocorrem mais no local, que foi transformado em centro cultural e abriga o Museu da Cerveja. A igreja de Santa Catarina me fez desviar do caminho e apreciar a escultura policromática de um São Miguel matando o demônio. Achei o templo seguinte meio es
quisito, mesmo ainda funcionando como igreja. Com o interior sediando várias instalações artísticas, a propanda informava que há música todo dia às 16:00 h. Ainda faltavam trinta minutos e eu não fiquei. No entanto, duas pessoas estavam praticando com simulações de miados. Muito convincente e esquisito. Para terminar o dia de visita, andei um pouco pela marginal de um canal que liga Bruxelas e Charleroi, passando pela frente do Petit-Château, usado atualmente para acolhimento de refugiados políticos.