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| Roterdã / Antuérpia - ter 18/ago/26 * 11 km * (57 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Temo que a atitude lamentável de ontem não tenha sido a última, já que o sol não volta mais, a não ser por um ou dois dias até o final da viagem. Como a vida continua, voltei para a cama depois da última refeição em Roterdã para aguardar até o horário da saída, às 11:00 h. Caminhei sob tempo seco, que não deixou de ser agradável nas atua
is circunstâncias. Comprei uma passagem internacional para Antuérpia. Como parti da estação perto do hotel, precisei fazer uma conexão no terminal central. Ao meio-dia e meia o condutor entrou em Breda, de onde reverteria a direção para a Bélgica. Não entendi bem a informação sonora, porém continuei no meu lugar, como a maioria dos outro
s passageiros. Em uma hora e meia cheguei na cidade dos diamantes e andei os 10 minutos do caminho do hotel. A recepcionista me deixou entrar antes do horário indicado e percebi que a bandeira Budget da rede Ibis é bem mais simples e, consequentemente mais barata, do que a Styles. O que incomodou mais foi o banheiro dividido, com o chuve
iro grudado num box de plástico. Saí às 15:00 h para conhecer os pontos principais, mesmo com a ameaça real de chuva. A visita inicialmente foi uma inspeção mais detalhada da Estação Central, que é considerada uma das mais bonitas arquiteturas ferroviárias da Europa. Dali segui por ruas que me levaram um pouco para fora do centro, ao red
or de um dos campi da Universidade, e entrei na Béguinage de Antuérpia. Era comum na Idade Média, especialmente no norte europeu, viúvas ou mulheres sozinhas que não queriam tomar votos habitarem um conjunto de casas ao redor de um jardim com igreja, num ambiente arquitetônico reservado, onde desenvolviam atividades para o próprio susten
to, como bordados, fabricação de rendas, cuidado com doentes ou jardinagem. Estes espaços eram murados, permitindo uma vida bastante independente. Atualmente continuam servindo de moradia para a população. A garoa começou a apertar, mas não o suficiente para interromper o passeio. Cheguei na praça central, com a grande Prefeitura formand
o a esquina com as antigas casas dos comerciantes mais importantes da época medieval ou das corporações de ofício. Não longe dali fica a Catedral de Nossa Senhora, com pinturas de Peter Paul Rubens para justificar o ingresso caro. Poucas centenas de metros adiante flui o grande Rio Escalda, em cuja margem foi construída a fortificação d
a cidade. O que resta hoje é o castelinho dos anos 1200, que servia de entrada para a construção antiga dos Duques de Brabante. Atualmente serve de sede para o escritório de turismo e é aberto ao público. O terraço no alto oferece visão panorâmica do centro histórico, contudo a chuva não me deixou subir até o topo. Já havia observado uma
parte da paisagem um pouco antes, no mirante no final da rua que sai da praça do mercado. Estava satisfeito de me molhar com a garoa intermitente e resolvi voltar para o hotel às 17:30 h. Pelo menos o piso utilizado nas ruas não era derrapante. Apesar da impressão inicial ruim, o box de plástico desempenhou sua função satisfatoriamente.