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| Bruxelas - sex 17/jul/26 * 21 km * (75 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Comecei a acordar às 6:00 h, mas não conseguia levantar e caía imediatamente no sono novamente. Foi assim por três ou quatro vezes até que finalmente, às 9:30 h, tomei coragem para descer para o café da manhã que havia tido início duas horas e meia antes. Quatro mesas do refeitório estavam ocupadas e as travessas sobre o balcão acolhiam os últimos restos do que já havia sido uma refeição farta. R
aspei o tacho dos ovos mexidos e peguei um pouco de queijo e um folhado de chocolate. Se quiser aproveitar alguma coisa da próxima vez, tenho que ser mais rápido no despertar. Saí às 10:30 h com céu parcialmente encoberto e temperatura de 24° C, achando que fosse encontrar calor bem mais forte. Não tinha um roteiro definido, apenas pretendendo caminhar em direção ao centro. No entanto as construç
ões mais imponentes insistiam em me levar para o lado contrário. Passei pelas igrejas Santa Maria e São Servais, um mercado fechado e outro de rua, que vendia desde carpete, cloro para piscina e chinelo de borracha até azeitonas, castanhas, frutas e cuecas, com uma alta frequência de muçulmanos. Segui para a Maison communale de Schaerbeek, uma espécie de PoupaTempo, instalada num belo e grandioso
palácio. Na sequência entrei no Parque Josaphat, que deve sua denominação à lenda segundo a qual um peregrino voltava da Palestina no séc. XVI e encontrou similaridade com o vale que homenageava um antigo rei da Judeia na frente do Monte das Oliveiras em Jerusalém. A Praça Maria Luiza foi dedicada originalmente a Ambiorix, rei dos Euburões que enfrentou Júlio César em 54 a.C., nas guerras gálica
s. O alto da área verde é decorado pelo conjunto de bronzes de 1899 As Três Idades da Civilização, composto por alegorias à Barbárie, representada por um ser primitivo segurando uma clava, à Civilização Culta, evocada por elementos gregos através das artes de uma musa nua e à Sociedade Organizada, por meio de um ancião romano togado sentado. Era inevitável que surgisse, mais cedo ou mais tarde, o
centro administrativo da União Europeia. São vários prédios de arquitetura moderna em torno da rotatória Robert Schumann e da estação do metrô. Não confundir o político luxemburguês com cargos importantes como presidente do Parlamento Europeu com o compositor alemão. Estava indo no sentido do Parque do Jubileu ou do Cinquentenário quando atravessei o umbigo da capital europeia. O parque foi inst
alado para comemorar os 50 anos da Revolução Belga, que separou a futura Bélgica, que fazia parte do Reino Unido dos Países Baixos. A pequena Torre de Tournai, em estilo medieval foi construída para as comemorações e edificada para demonstrar as propriedades das pedras daquela região. Um arco triunfal une duas alas que abrigam o Museu de História e Arte e o Museu das Forças Armadas, com belos fro
ntais de ferro batido. Nas duas fachadas da Arcada estão dispostas esculturas de figuras femininas representando as cidades e regiões do novo país. Nas imediações fica o Parque Leopold, originalmente local de várias instituições culturais idealizadas pelo quimico e mecenas Ernst Solvay. Os edifícios históricos foram convertidos em imóveis residenciais ou escolas, mas já abrigaram o Instituto Past
eur e o Instituto de Fisiologia. A escadaria do Instituto de Física foi palco da famosa foto de 1927 com diversos cientistas importantes da época como Marie Curie, Albert Einstein, Niels Bohr e Max Planck. No final da rua fica o Parque de Bruxelas, com alamedas largas e muitas árvores. Vários painéis convidavam para a festa de 21 de julho em diversos locais da cidade, quando será comemorado o ani
versário de 95 anos do país. Como última visita do dia, fui à estação de trem central de Bruxelas para verificar as ligações com a próxima base em Luxemburgo, para onde vou na segunda-feira. A frequência é basicamente a cada duas horas, porém havia imaginado que fosse mais próximo, com a viagem levando três horas. Cheguei no hotel às 20:00 h, com o dia ainda claro, como ficaria por mais duas horas.