| 15/jun/25 | Calendário | 17/jun/25 |
| Cagliari - seg 16/jun/25 * 9,45 km * (58 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Saí do quarto às 9:30 h para caminhar o quilômetro e meio até a estação de trem. Inicialmente planejava pegar a ligação do meio-dia e meia, no entanto achei melhor antecipar em duas horas no caso de algum imprevisto. A estimativa de duração do percurso era de uma hora e chegaria com bastante antecedência para o registro das 15:0
0 h em Cagliari (leia cálhari). O maquinista partiu às 10:30 h com lotação quase esgotada no meu vagão. Os trens da Sardenha não eram eletrificados e a máquina tremia bastante. Logo no início a cobradora passou emitindo bilhetes para os que ainda não haviam comprado. Já havia me preparado para a dificuldade de deslocamento com t
ransporte público na ilha, porém estava bem mais complicado do que pensava. Pela internet não estava encontrando nenhuma ligação satisfatória para sair de Cagliari na sexta-feira. Ao chegar no terminal de trem, estudei com atenção os horários impressos e também não surgiu nenhuma conexão viável. A rodoviária ficava no prédio viz
inho e caminhei para lá com alguma esperança. Estava decidido a encontrar algo ainda hoje e me livrar da preocupação. A bilheteira automática mostrava a existência de uma possibilidade, porém não apresentava horários. Saí para o estacionamento dos ônibus e perguntei para um controlador. Finalmente recebi a informação necessária,
se bem que não de todo positiva. Só havia dois horários diários e o mais conveniente saía às 15:30 h, levando três horas. O seguinte partia apenas no fim da tarde e chegaria no escuro. Tentei esperar na fila da bilheteria humana, porém havia muita gente e o atendimento era lento. Deixei para comprar mais tarde. Tive que dar alg
umas voltas para encontrar o hotel e entrei no saguão chique ao meio-dia. Apresentei o documento e pude subir para o quarto. Alguns estabelecimentos fazem questão de respeitar o horário, no entanto outros abrem exceções, contanto que o apartamento esteja arrumado. Após terminar a instalação, com desempacotamento dos itens necess
ários, deixei o quarto às 13:30 h, apesar da extrema preguiça. Passei por alguns restos romanos, de quando a cidade se chamava Karales e as ruínas da igreja medieval de Santa Lucia, cujos primeiros testemunhos escritos datavam de 1119. Comecei andando pela orla, porém logo retrocedi para o centro histórico, subindo o Bastião de
Saint Remy, de onde se podiam descortinar belas vistas panorâmicas. Entrei na Igreja de São Francisco, passei pela frente da prefeitura e cheguei na Praça do Arsenal. Ali ficavam localizadas duas portas que davam acesso ao castelo. A de São Pancrazio e outra de projeto neoclássico de 1825 dedicada à Maria Cristina de Bourbon, e
sposa do rei Carlo Felice de Savoia. Em frente ficava a Cidadela dos Museus, construção moderna que reunia algumas instituições culturais como o Museu de Arqueologia, o de Etnografia e salas de exposição. Iniciei a descida por escadarias e ladeiras, passando pelo belo Palácio das Ciências, que abrigava as Faculdades de Matemáti
ca, Física e Ciências Naturais. Ainda observei as fachadas das Igrejas São Miguel, com uma bonita cúpula de cerâmica Majolica, e a de Santana, com vista para a Torre do Elefante construída pelos pisanos em 1307. Imaginava comprar a passagem de ônibus, porém entrei num supermercado e deixei para outro dia a visita à rodoviária.