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| Lisboa / Bruxelas - qui 16/jul/26 * 15,06 km * (68 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Apesar da liberdade conferida pelo vizinho vago, o sono não foi restaurador. A facilidade de levantar sem incomodar outro, no entanto, era bem-vinda. Uma hora e meia antes do pouso foi servido o sanduíche com cubos de frutas, como de costume. A nova forma de editar os textos que descobri na viagem de maio tem ajudado muito a alternar entre os arquivos e a salvar as alterações sem perder informações. Ficou muito mais prático. Dessa vez o estacionamento da aeronave foi numa ponte do terminal, às 5:00 h. Com medo de perder o caminho da sala VIP, segui as setas que indicavam a saída, achando que fosse chegar ao saguão arredondado com a escada rolante para o mezanino. No entanto, saída é saída e me vi do lado de fora. Entrei novamente, aproveitando que a minha passagem permitia usar a fila rápida para passar para a área segura. A dos normais e
stava assustadora. O processo do raio-x ocorreu sem problemas, porém o leitor corporal, igual ao de São Paulo, identificou o mesmo volume na minha cintura. O policial, mais esperto, se contentou em apalpar a fivela e perceber que era de plástico, não pedindo que o suporte da bermuda fosse retirado. Os pórticos de leitura do passaporte não estavam funcionando direito e mandavam para o guichê manual. Fiz nova tentativa e, após algum tempo pensando na leitura do passaporte português, a máquina resolveu liberar minha passagem. Subi direto para a sala das refeições para viajantes gabaritados, cheia e gelada. Uma hora antes do anúncio do portão e duas antes da partida o frio me expulsou para o saguão abaixo, movimentado e um pouco menos gelado. Estavam enviando as malas de mão de todos os passageiros para o porão. Por eu ser Silver, a medida nã
o se aplicava para as minhas mochilas. Fui o primeiro a embarcar no Airbus A320 neo para um voo lotado de pouco mais de duas horas. Consegui recuperar um parte do sono perdido, porém as treze horas dentro de aviões foram cansativas. O caminho no sobrevoo da França esteve muito nublado e o pouso aconteceu às 15::00 h locais, cinco horas na frente de São Paulo. Na voz do piloto, o céu estaria limpo, com 28° C de temperatura. Pela janelinha não parecia tão alvisareiro. Como já havia feito a imigração em Portugal, apenas precisei sair pelo corredor retrátil de ligação com o terminal e entrar na cidade. Inicialmente planejava pegar o trem para o centro, no entanto vinha cogitando da possibilidade de fazer o percurso a pé. A distância é razoável, mas não impossível e o mapa eletrônico selecionou uma rota de onze quilômetros. Com efeito, o dia e
stava bem ensolarado como disse o capitão, para minha surpresa. Percebi agora um aumento considerável do rasgo na bermuda. Acho que requer uma aquisição inesperada mas, como eu só vou usar na volta para casa, não tem urgência. Para sair do aeroporto já foi uma boa caminhada e estava um pouco receoso de o mapa me mandar para alguma autoestrada barulhenta. No início não tinha uma calçada bem definida por causa de obras, contudo logo apareceu uma decente, que me conduziu a um agradável bairro residencial. Atravessei pontes sobre rodovias congestionadas, com os motoristas pacientes aguardando sua vez de entrar na rodovia principal. Após um canal começaram a surgir prédios com sedes de grandes empresas globais, como Carrefour, HP, DHL e outras. De cara o respeito dos motoristas pelos pedestres chamou a atenção. Todos dão passagem nas travessia
s de ruas, inclusive as poucas motos por que passei. Começaram a surgir então as ciclovias, alguns trechos excelentes, outros nem tanto. A construção mais grandiosa que avistei foi o gigantesco prédio do quartel general da OTAN, uma das entidades que compõem o aparato administrativo da cidade, apelidada de capital da Europa. Pelo que pesquisei mais tarde, parece que visitas turísticas não são admitidas. Finalmente me aproximei do centro e cheguei ao hotel, após alguma dificuldade por causa de uma confusão com o posicionamento do alfinete no mapa. O recepcionista já estava me esperando, passou as informações e cobrou a reserva das três noites. O alojamento é meio antigo e não acho que as parcas comodidades correspondam ao preço exagerado. Além do horário tardio, estava muito cansado para fazer o primeiro reconhecimento. Fica para amanhã.