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| Lisboa / Roma / Bari - qui 14/mai/26 * 6,63 km * (34 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Demorei um pouco para dormir, mas quando consegui, fui até o momento do aumento das luzes para a distribuição do sanduíche e preparação do pouso dalí a duas horas. Além da baguete, a caixa continha um pote com seis cubos de frutas variadas, dois dos quais voaram na primeira garfada. A aterrisagem aconteceu às 5:00 h de Lisboa, 1:00 h em São Paulo, com temperatura de 14° C e sem sinal de o sol querer nascer. Para supresa de ninguém, o piloto largou o avião no meio do pátio de estacionamento, obrigando a utilização do ônibus interno. A passagem pelo pórtico da Comunidade Europeia foi rápida, apesar de a máquina não querer ler o documento inicialmente. A confusão foi na esteira do raio-x. Só havia uma, com três entradas de bandejas que competiam entre si. E os funcionários estavam completamente atrapalhados, gritando uns com os outros, mostrando as maneiras e grosserias típicas dos portugueses. Subi para a Sala VIP para gastar uma parte das duas horas de conexão. Já havia feito várias tentativas, p
orém não estava tendo sucesso em transferir os videos para o calendário. Não sabia se o YouTube tinha mudado alguma coisa ou era eu que fazia algo errado. Provavelmente, a segunda alternativa. Confirmado. Depois de outras várias experiências, os filmes começaram a funcionar. Não deu para aproveitar as diversas opções de alimentação porque já estava entupido. Desci para procurar o portão, no entanto teria que esperar mais 40 minutos para a atualização dos monitores. Um enorme grupo de peregrinos de Cabo Verde havia feito uma visita à Fátima e estava indo para a Cidade Eterna. Claro que o embarque foi feito com o uso de ônibus. Não é para falar mal dos patrícios, apesar de a mesma situação já ter ocorrido alguns anos atrás. Como sou passageiro Silver, sou dos primeiros a abordar. Quando o meu transporte chegou ao avião, a única entrada aberta era a da frente e o meu assento ficava na última fila. No meio da caminhada pelo corredor, resolveram abrir a porta traseira. Quem estava na frente queria ir p
ara trás e quem estava atrás queria ir para frente. Com as malas de rodinha. A duração do voo no Airbus A320 seria de duas hora e meia. Tentei pedir um cobertor para amenizar o ar gelado, mas a aeromoça se disse muito ocupada e ignorou minha solicitação. Quando fecharam a porta, o frio diminuiu. Após a decolagem, como ainda continuasse o incômodo, chamei novamente a atenção da comissária e fui graciosamente contemplado. Conforme o comandante havia avisado, o início da viagem foi bem tremido, mais do que a travessia do Atlântico. Os céus europeus estavam bastante nublados e os Bálcãs parece que estavam passando por uma fase não muito seca. Temperatura ao meio-dia no aeroporto de 19° C. Saí rapidamente do terminal e segui para a estação ferroviária. Ele continuava a mesma bagunça da vez anterior que fui para Roma de trem. Entrei numa bilheteria humana para perguntar se teria que fazer algo a respeito da passagem que comprei pela internet e um dos atendentes disse que só precisava subir para a plat
aforma. No acesso a resposta foi que devia fazer algo por e-mail ou pagar € 5,00 dentro do trem. Não tive dúvida. Quem sabe o cobrador não fosse falar nada. Entrei no trem das 13:10 h, que levaria 30 minutos para chegar na estação principal no centro de Roma. A mensagem que recebi após a compra em São Paulo dizia que o arquivo não servia como passagem e o que a moça falou fazia sentido. No entanto, ninguém entrou no meu vagão lotado para conferir os bilhetes e economizei os primeiros euros. A providência seguinte seria verificar se o segundo trecho da aquisição seria aceito. Aparentemente sim, porque continha um código QR. Se a estação do aeroporto era confusa e bagunçada, a da capital era caótica. Contudo, reparei na grande quantidade de agentes simpáticos e dispostos a resolver todas as dúvidas. No quiosque que escolhi tive resposta positiva, assegurando que o arquivo era suficiente. Fui para uma bilheteria automática para verificar o valor da compra em cima da hora, mas não tive tempo de execut
ar a pesquisa. Uma auxiliar se aproximou e digitou todas as informações com uma agilidade incrível e chegou na tela do preço final. Era alguns poucos euros mais cara do que eu havia pagado, porém o mais importante foi ela também ter garantido que o que eu tinha era o bastante. Nesse meio tempo percebi que a espera que eu imaginava ser de duas horas havia mais que dobrado. O trem para Bari só sairia as 17:00 h, cinco horas mais tarde. Saí um pouco da ferroviária e logo voltei para procurar um banco para sentar e digitar um pouco. Procura infrutífera, já que as duas pequenas muretas ao lado das escadas que desciam e serviam de assentos estavam ocupadas. Fiquei satisfeito em me recostar numa coluna sentado no chão. A primeira pesquisa por uma rede wifi também não surtiu efeito. Para o acesso era necessária uma conta no Instagram ou X. Ainda aceitavam um número de telefone italiano. A alegria durou pouco. Um policial me mandou embora. Havia um espaço livre na mureta, entre dois moradores de rua e envo
lvidos em nuvens de moscas. Não aguentei muito e subi para visitar a livraria. Dividi a ansiedade com os demais passageiros, aguardando a definição da plataforma, na qual parou o trem vindo de Turim com 5 minutos de atraso. O vagão lotado era bastante confortável, mas fiquei na dúvida com as duas facilidades oferecidas e, para ambas fui auxiliado pelo meu vizinho italiano. Não encontrava a tomada, que ele identificou sob a poltrona. Já havia entrado na rede wifi e ficado desapontado com a necessidade de um telefone italiano. Perguntei para o novo camarada e ele apenas apontou para a seta ao lado da bandeira da Itália, onde era possivel escolher qualquer país. Recebi um código pelo SMS e tive acesso completo. A internet estava horrível e, inicialmente, creditei o fato ao grande número de túneis. Mas parece que eles não faziam tanta diferença. Devia ser a quantidade de usuários. O que estava pior ainda era o tempo, com o céu coberto por nuvens escuras. Um arco-íris mixuruca tentou embelezar o firmam
ento, mas logo desapareceu. Após uma hora de viagem, a cobradora passou avisando que haveria um atraso de pelo menos 30 minutos, porque o motorista precisava fazer uma volta e pegar outro caminho. Estou em contato com o proprietário do hotel e ele está sendo compreensível. A viagem foi bem cansativa, mas atravessou paisagens montanhosas belíssimas. Num anúncio pelo serviço sonoro, a ferromoça empurrou o atraso para o trem defeituoso de outra companhia. O atraso total foi de 42 minutos e fui depressa para a nova estalagem. Só que virei para o lado errado e andei um quilômetro a mais. O Vito estava me esperando e fez a apresentação das dependências. Ainda fiquei devendo € 4,00 de taxa turística porque ele não tinha troco. O espaço era amplo e confortável, mas com uma deficiência fatal. A internet não gostou do meu calendário e não vou conseguir fazer atualizações, a menos que encontre uma rede disponivel na cidade ou entre em algum restaurante. Foram 26 horas estafantes desde a saída de São Paulo