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| Tirana / Kruje - dom 14/jun/26 * 17,1 km * (61 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Depois de uma refeição mais rápida, saí às 8:30 h procurando um caixa eletrônico para me previnir com a eventual necessidade de lekkes para pagar as viagens. Cheguei quase a marcar um passeio organizado em grupo com medo do transporte. Decidi, no último momento, no entanto, arriscar uma aventura solo. Havia programado a rota de cinquenta minutos para a cidade histórica de Kruje, capital original da Albânia, fundada por Skanderbeg no séc. XV, após a revolta contra os otomanos. A saída era do terceiro terminal,
no norte de Tirana. Como os outros dois, este também era acessado por avenidas largas seguindo um percurso praticamente reto. Em uma hora cheguei ao local, confirmando o que havia cogitado pelo caminho, que daqui também partia transporte para a praia. Vários ônibus fazem o trajeto para Durrës a cada meia hora. Muito mais conveniente do que a tentativa de ontem. O terminal era uma confusão, mas todos os veículos eram bem sinalizados. Estão fazendo uma obra grande na frente, com cara de rodoviária. Talvez da p
róxima vez já esteja funcionando. O meu trajeto era percorrido pela van padrão de 19 lugares e quase todos já estavam ocupados para a partida em vinte minutos. Sentei no fundão, no conjunto de quatro bancos juntos. A espera foi de muita conversa entre os viajantes e leques abanando para espantar o forte calor. Continuava com a sensação de estar vendo clones por todos os cantos. Dois amigos do motorista entraram, porém ficaram em pé no corredor durante a breve carona. Eu continuava sozinho no fundo. No caminho
ganhei, perdi e ganhei dois vizinhos. Kruje é maior do que eu esperava, mas tudo serve como apoio para as duas grandes atrações. O Bazar e o Castelo Skanderbeg, que serve de memorial para homenagem ao heroi albanês da Idade Média. Algumas das poucas ruínas da fortaleza do tempo otomano incluem a mesquita antiga e a Torre de Vigia. Os dois museus são o Etnográfico, com costumes, trajes e objetos da civilização local e o de História, dedicado ao filho de albaneses que foi levado para a Turquia para servir como
refém ao sultão que havia acabado de dominar a região e precisava de uma garantia pelo pagamento de tributos. Após algumas batalhas ganhas, ele e seus colegas desertaram e fugiram para Kruje para organizar a resistência e evitar novas invasões. Foram bem sucedidos por algum tempo, porém a força turca muito superiror finalmente dominou as províncias por quase 500 anos. O edifício aberto como instituição museológica em 1982 conta com algumas salas que apresentam um combinado da história da Albânia com a vida d
o herói. A primeira fala da conquista dos ilírios pelos romanos mais ou menos na época de Cartago. Outro ambiente é dedicado ao passado medieval, e as demais dependências armazenam objetos relativos ao personagem em foco. Seus companheiros de luta ganharam um espaço nas escadarias e havia a biblioteca com obras sobre sua trajetória e reconhecimento internacional. Seus amigos eram os inimigos dos turcos, principalmente o Rei de Nápoles. Existe um hotel dentro do Forte chamado Emiliano. Não sei se há relação co
m o grupo brasileiro. Entrei na van das 14:00 h, porque ainda tinha que enfrentar uma hora da viagem e outra da caminhada para o centro. Não consegui evitar uma nova visita à excelente livraria vizinha da Ópera. Quase chegando, lembrei que era domingo, mas eles estavam funcionando. Da próxima vez acho que vou providenciar uma mochila apenas para os livros. Além das roupas pesadas para o frio da volta, a coleção fazia bastante volume e aumentava o peso consideravelmente, apesar de estar tentando me controlar.