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| Oristano - sáb 14/jun/25 * 12,71 km * (42 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Um grande grupo de velhos franceses ocupava muitos lugares do refeitório de candelabros de cristal com ares decadentes, para combinar com o resto do hotel. Achei curiosa a faca inteligente, em que a lâmina de corte fazia um ângulo reto com o cabo, de forma a não encostar no prato. Ao subir às 8:00 h pendurei o aviso de vá embora na maçaneta e voltei para a cama. Os dois passeios que havia programado eram para sítios arqueológicos longe do centro e requeriam transporte público inexistente no fim de semana. Uma boa desculpa para exercer a preguiça. Pelas duas horas seguintes, o estridente alarme do corredor disparava quase continuamente. Foi então
a vez do arrasta móveis da faxineira e dos encontros frequentes do aspirador com as paredes. Conseguia cochilar intermitentemente nos intervalos mais silenciosos entre os diversos barulhos. Comecei a me preparar para descer às 11:30 h e ao meio-dia estava na rua. Pesquisando na internet descobri, na página da companhia ferroviária alemã, várias ligações de trem entre Oristano e a capital da Sardenha, Cagliari (leia cálhari). Pensando na mudança de base da segunda-feira e notando a dificuldade de encontrar viagens rodoviárias, programei uma visita à estação para observar as condições in loco. Mais um grande susto. No caminho do terminal de trem
tirei o celular do bolso para fotografar um micro-carro, porém não conseguia enxergar nada na tela. Estava toda escura. Tentei de tudo, até liguei a bateria extra, contudo só conseguia visualizar muito dificilmente alguma coisa ao apertar o botão de desligar. Parecia claro que era um problema de brilho, mas não tinha jeito de consertar se não enxergava nada. Achei que talvez voltando para o hotel, onde o sol não entrava, pudesse perceber algo. Só que o mapa também não estava disponível e, apesar de estar perto, as ruas curvas me confundiam e não podia achar a localização. Dei várias voltas até passar pela frente de uma loja aberta, logo da Vodaf
one. Entrei para pedir ajuda e o monitor já estava um pouco mais visível, porém não idealmente. Tentei perguntar para o funcionário, que não falava inglês, mas eu não dispunha das palavras. Ele pegou o fone da minha mão e fiquei com cara de bobo. Ele apenas aumentou a iluminação da tela. Teria obtido o mesmo resultado apenas entrando num ambiente sem luz solar. Diagnostico: o telefone sofria de insolação. Decorei onde ficava a barra de brilho na configuração para problemas futuros. Entrei na estação dos comboios e enxerguei a familiar máquina de bilhetes. Resolvi comprar de uma vez e saí menos preocupado com a viagem. Além de direto, o percurso
era mais rápido que o rodoviário e pelo mesmo preço. Procurei bastante, contudo parece que Oristano não tinha muito a apresentar. A muralha com 28 torres foi destruída no final do séc. XIX e início do XX, com a desculpa de que impedia o desenvolvimento. Só sobraram a Porta Ponti, sob a Torre São Cristóvão, renovada na praça principal, o resto de uma torre pelo qual passei ontem no caminho para o hotel e um trecho de muro na Porta de São Mauro. Uma anedota afixada na esquina da Praça Roma dizia que um poeta inglês que viveu aqui perguntou a um cidadão que sentava no restaurante o que havia de interessante na cidade. Ele fez um gesto de semicírcu
lo, significando que o entorno era tudo. Era um exagero. A Catedral Santa Maria Assunta do séc. XVIII era belíssima e a Praça da Prefeitura, com a escultura de Eleonora Arborea, muito atraente. Além disso, várias esculturas modernas estavam espalhadas pelos cruzamentos. Tentei seguir até a Lagoa Santa Justa e andei apenas uma parte do pretendido. Quando a calçada virou falta de acostamento na estrada nos dois últimos quilômetros, dei meia-volta. Atravessei novamente a Praça Roma, onde estavam sendo preparadas as instalações para uma corrida de pedestrianismo que ocorreria a partir das 19:30 h, com premiação estimada para duas horas mais tarde.