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| Roterdã - sex 14/ago/26 * 23,7 km * (52 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Com o novo cartão dos museus definitivo, entrei na Igreja Grande, vizinha do hotel e dedicada a São Lourenço. De fé protestante, a decoração do interior é bem sóbria, apresentando algumas atividades para crianças e instalações artísticas. O famoso órgão de 1973, um dos maiores da Europa, está passando por renovação, que deve durar dois anos, e atualmente fica escondido por tapumes. Comecei a andar ao longo dos canais em direção a um parque um pouco afastado. O imenso Lago Kralingse é circundado por um caminho de pedestres muito agradável. No lado oposto ao qual entrei, dois moinhos de 1840, dedica
dos à produção de rapé, servem de moldura para os locais de eventos sob suas pás. Os cães se divertem pulando na água para buscar as bolinhas atiradas pelos donos. Inventei de tomar um pouco de água em um bebedouro público, cercado por um lamaçal. O que achei que fosse chão pavimentado era a parte mais profunda do solo movediço e, na tentativa de arrancar o pé afundado, a tira do chinelo resolveu soltar. Já vinha sentindo a iminência de ficar descalço, com o calcanhar quase raspando no chão, e vinha me programando para acrescentar o par extra aos itens carregados durante o dia, o que sempre adiava
por causa do peso e espaço adicional. Ainda não havia chegado o momento da troca, porém não sei se dará para aguentar até o fim da viagem. A continuação do passeio foi a caminhada por mais algumas calçadas para chegar no Parque Bergse. No meio do lago uma ilha é recortada por muitos trechos de canais e atravessada por várias pontes. Os pescadores daqui levam a atividade muito a sério. Andam carregados com um carrinho de mão transportando uma grande tenda e milhares de apetrechos até a borda de algum curso dágua, onde passam o dia todo. Não entendo nada de pescaria, mas os únicos bichos que vejo n
as águas são as centenas de patos e as ocasionais garças e cisnes. Na rota de retorno passei por outro grande lago perto do centro, muito mais cheio de visitantes aproveitando o sol quente, especialmente nos barcos, mas também nos gramados. Deste lago parte o Rio Rotte, que deu nome à cidade. Antes de voltar para o hotel, descobri que existe uma estação de trem bem pertinho e não precisaria ter andado tanto desde o terminal central. A próxima mudança de base, no entanto, tem que ser feita a partir da ferroviária principal. Nesta região, que é próxima do porto antigo, fica o famoso complexo das 38
Casas Cubo e do Lápis, ambos obras do arquiteto Piet Blom da década de 1980. Ao lado, com os grandes tubos amarelos aparentes, está localizada a Bibliotheektheater que, como indica o nome, deve ser uma mistura de biblioteca e teatro. Tentei entrar, mas o interior do edifício é um amontoado de entulho. A reforma só estará completa em 2029. Na praça da Igreja Grande, as barracas que estavam sendo montadas na parte da manhã já estão recebendo visitantes para o Festival do Vinho. Imagino que a segurança tenha forçado o posicionamento de cercas ao redor do evento, restando apenas a entrada monitorada.