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| Tirana - sáb 13/jun/26 * 22,32 km * (75 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Quando desci às 8:00 h, a funcionária ainda estava ultimando os detalhes na arrumação do balcão com o bufê e das poucas mesas do refeitório, que compartilha a mesma sala com a recepção e o bar. Dessa vez não tinha cereais com iogurte, refeição com a qual estava me
acostumando. Ao voltar ao quarto, entrei na internet para verificar as condições de transferência de mais uma base daqui a dois dias. O estudo me levou a definir como primeira atividade a caminhada até outro terminal longínquo, na Praça Garibalde, para observar o
movimento das vans para a praia. A ideia de visitar o Museu Histórico Nacional foi descartada porque ele está em obras, com reabertura prevista somente para 2028. O sol do lado de fora impede que a vontade de continuar na cama prevaleça e consegui sair às 10:00 h
. Em quinze minutos cheguei na Praça Skanderbeg, onde um prédio perto de completar a construção não deixa de me lembrar um rosto, humano ou robótico, seguindo o estilo de arquitetura diferentona do entorno. Cheguei meia hora atrasado para a partida das 11:00 h que
me interessava e aguadei até a seguinte, ao meio dia, para acompanhar o movimento de passageiros e a pontualidade. Não foi grande a procura, mas serviu para mostrar a viabilidade do modo de transporte. O horário foi apenas indicativo. Depois de trinta minutos, o
motorista ainda não havia descido sair, porém eu já estava satisfeito de esperar. Resolvi deixar de me preocupar com antecedência. Levei um tremendo susto quando reparei que todos os transeuntes ao redor da minha idade, por quem estava passando desde a Praça Garib
alde, tinham a mesma cara. Careca, narigudo, enrugado e barrigudo. Me senti num cenário de filme de clones.O segundo destino era o Parque da Cidade, retornando no sentido do centro. Andei pela marginal do Rio Lana, com alguns oleandros plantados e floridos, mas qu
e não tinham força para enganar o fedor das águas. Estava mais para um canal com esgoto turvo comparado aos amplos cursos de água corrente que havia visto até aqui. O parque é enorme, com uma calçada de pedra que contorna o lago artificial. Optei por andar pela ci
clovia com um percurso mais sinuoso, acompanhando as águas. Havia ainda algumas trilhas de terra que atravessavam um belo bosque de mata fechada. No topo de uma colina ficava um memorial com bustos de cinco ativistas da renascença albanesa do fim do séc XIX. Volta
ndo para a cidade, passei pela Universidade de Tirana e pela parte externa do criativo projeto do estádio mutiuso inaugurado em 2019. A atração seguinte foi a Pirâmide de Tirana, edifício erigido em 1988 para abrigar um museu dedicado ao líder comunista Enver Hoxh
a, morto pouco tempo antes. Após a queda do comunismo a construção teve variados usos como centro de convenções, local de exibições artísticas e sede de agências de notícias e canais de televisão, até servir como quartel general da OTAN durante a guerra do Kosovo
de 1999. Em lugar da demolição prevista, foi reformada para abrigar atividades de inovação criativa e tecnológica para jovens. Atravessei novamente o rio para conhecer a Catedral católica, a grandiosa Mesquita e passei pelo Bazar antes de voltar para o hotel.