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| Sássari / Alghero - seg 09/jun/25 * 9,28 km * (44 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Em mais um dia de mudança, iria pegar o ônibus para uma curta viagem até Alghero (leia al guero). Havia a possibilidade de fazer o percurso de trem, porém decidi que a situação ferroviária da Sardenha não permitia aventuras. Recebi um e-mail ontem dizendo que estariam prontos a me receber ao meio-dia no ponto de encontro. Parece que eles gerenciavam propriedades em diferentes locais da cidade e um guia me levaria até o endereço correto. Acordei às 7:00 h e voltei do café uma hora mais tarde para fechar as mochilas e preparar a saída do hotel. O serviço escolhido partiria da rodoviária às 10:15 h e tive tempo de ficar outros trinta minutos na cama. Cheguei com quarenta minutos de antecedên
cia. Apesar da reclamação da italiana ontem em Porto Torres, os motoristas eram razoavelmente pontuais, simpáticos e prestativos. Só faltava um pouco mais de clareza nas informações e maior frequência das ligações. Porém, talvez não houvesse demanda para mais minhas horários. Após minhas várias cabeçadas na poltrona, o condutor estacionou na parada final e, como ainda não era meio-dia, andei um pouco ao longo do parque onde ficavam as paradas bem organizadas. Caminhei os poucos metros até o local marcado e, apesar de estar um pouco adiantado, encontrei o Emanuele parado na porta. Na rua paralela ficava o meu novo albergue e no percurso o proprietário vinha explicando as origens espanholas
da cidade. Me mostrou os aposentos e, respondendo minha pergunta, falou que não acreditava na vitória do sim no referendo de ontem e hoje, para disciplinar as condições de trabalho. O café da manhã incluído estava disposto na mesa e geladeira para dois dias, quando seriam substituídos juntamente com a limpeza e troca de toalhas. Depois de me instalar, iniciei a pesquisa sobre lugares para conhecer. Já havia organizado um plano geral em São Paulo, e apenas verifiquei as datas e horários de condução. O senhorio enviou uma mensagem com as visitas obrigatórias pela redondeza e teria que correr para ver parte do que ele sugeriu. Às 14:00 h saí para conhecer a cidade amuralhada. Inicialmente f
iz o circuito sobre o muro, observando o mar cheio de rochas, os exemplos de artefatos de defesa, como os canhões, a catapulta e o trebuchet, além da arquitetura militar, demonstrada por meio das cortinas de pedra entre os bastiões e torres. A Torre de São João abrigava um Aquário famoso por seus corais vermelhos e era aberta apenas uma vez por dia, às 19:00 h, em razão da sensibilidade dos habitantes. A visita teria que ser feita com acompanhamento de um supervisor. A Torre de Espera Real (Sulis) tinha sua importância assinalada pela defesa empreendida pelas mulheres da cidade contra as tropas do Visconde de Narbona em 1412, que não conseguiram completar a invasão. Continuei até o final
dos muros para chegar na pequena praia Cavalcavia e iniciei o roteiro pelas ruas internas. Depois da grande Torre de São João, passei pelo Museu Arqueológico que não dispunha de horários na fachada, apenas pela internet. Ao lado ficava a Igreja de São Miguel, também fechada, e mais à frente o Teatro Cívico. No final da via ficava a imponente Torre do Campanário e, dando a volta, entrei na Catedral de Santa Maria, onde sentei um pouco para redigir ao som de músicas tocadas em órgão. O Museu de Arte Sacra era vizinho. Após ver a Torre da Porta Terra, que funciona como escritório de turismo, e o Jardim Público do outro lado da rua, retornei ao hotel com uma pizza para degustar no fim do dia.