08/ago/26Calendário 10/ago/26


Amsterdã - dom 09/ago/26 * 19,12 km * (70 fotos)Mais fotos:ÁlbumSlide showVídeos

Museu Nacional - AmsterdãElogiei a refeição matinal da rede Ibis, porém ela não supera a do Hotel Anthony de Utrecht, com seu suco de laranja natural. Foi bem difícil encontrar ânimo para sair do quarto e cheguei a pensar em desistir da visita de hoje ao Museu Nacional de Amsterdã, que estava agendada para uso como terceira instituição no passe de museus. Deu para descer às 9:15 h, mas perdi o trem por alguns segundos. O seguinte sairia em sete minutos e quase perdi também porque a plataforma anunciada ficava num ponta dos trilhos e ele estacionou na outra. Contrário aos meus princípios, tive que dar uma corridinha no final. A viagem foi tão rápida que nem deu tempo de passar um controlador. Na Holanda também tem gente pedindo ajuda no transporte e nas ruas. Entrei na capital um pouco antes do que havia previsto e deu para andar tranquilamente a distância de 20 minutos. Saí da estação e segui diretamente para o museu, sem me desviar muito, apenas olhando em volta para relembrar dos monumentos principais do caminho, como a Prefeitura, os canais e a cervejaria Heineken. A rua principal pareciaPavilhão asiático no Museu Nacional - Amsterdã bem mais larga em comparação com quando estive aqui pela última vez, época em que tapumes protegiam as obras encantadas da linha do metrô. Apesar do horário escolhido do meio-dia, me deixaram entrar uma hora antes. Os quatro andares do Rijksmuseum estavam liberados para visita, após a grande renovação de alguns anos atrás, permitindo a visão geral da gigantesca coleção. Achei a movimentação entre as salas um pouco confusa, com apenas uns mapas das instalações desenhados na parede da entrada de cada andar e sem identificação clara dos vários recintos. Evitei pegar o folheto na recepção porque eles mais atrapalham do que auxiliam e exigem atenção a detalhes que não eram meu foco no passeio. Tinha impressão de que havia antigamente um pouco mais de contexto histórico envolvendo as exposições. Lembro de ter lido bastante sobre a Companhia das Índias tão crucial para a grandeza da Holanda, além da relação dos Orange e Maurício de Nassau com o Brasil, o que não chamou a atenção nesta visita. Talvez tenha perdido os detalhes por causa do itinerário apressado. Além dos quadJardim do Museu Nacional - Amsterdãros famosos de Rembrandt,Van Gogh e vários impressionistas holandeses, as salas exibiam objetos sacros, mobiliário, porcelanas, tapeçarias e utensílios de vidro. Uma era dedicada ao poderio naval do país, especialmente no séc. XVII, a era de ouro da Holanda. Não podia deixar de gostar da biblioteca, com coleções de história da arte que ocupam quatro quilômetros de prateleiras, fora os outros cinco armazenados na reserva técnica. Algum dia chego lá. Após três horas percorrendo a exibição, desci para terminar o circuito na livraria, onde não consegui me controlar totalmente. Passei pelo jardim do museu e continuei por alguns parques no caminho do terminal. Um trem estava aguardando na plataforma, para sair em alguns minutos. Fiquei preocupado com o copo meio cheio de café no pequeno lixo da poltrona da frente que, com o movimento, ameaçava transbordar. Cada tranco do motorista era um pouco do líquido que ia para o chão. Não dava para trocar de lugar, contudo, porque o transporte estava lotado. No final da tarde o céu nublou bastante para compensar a tarde de sol forte.