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St. Martin - ter 07/mar/17 (89 fotos)Mais fotos:ÁlbumSlide showVídeos

Aeroporto de Grand Case - St. MartinSem poder contar com tempo bom para aproveitar o sol em alguma praia, saí às 8:00 h para refazer a caminhada para o norte. O céu estava bastante nublado mas não parecia muito ameaçador. Cogitei pegar o desvio para a Praia do Frade para economizar uma subida porém a volta seria grande e resolvi enfrentar também a segunda ladeira. Pensava em, finalmente, conhecer a famosa Praia do OrBorboletário - St. Martiniente e para chegar lá teria que realizar o percurso completo, passando por Grand Case e seu aeroporto, contornando o grande maciço montanhaso do centro da ilha. Outra alternativa que cheguei a considerar foi atravessar as montanhas pelas estradas que iam para o Pico Paraíso, o mais alto do território. Depois de consultar a internet sobre esta possibilidade acabei abandonando a ideSalina do Oriente - St. Martinia porque achei que subir até a altura de 420 metros seria cansativo demais. Perto do destino inicial, as nuvens, comportadas até aquele momento, decidiram atrapalhar o passeio. A garoa começou a cair quando estava me aproximando de um supermercado e, como a experiência já havia mostrado, não passaria outro minuto sem que despencasse a tromba dágua. Ainda faltavam alguns metros parPraia do Galeão - St. Martina atingir a proteção e me molhei bastante antes de alcançar a marquise. Como de costume, a nuvem passou correndo e logo pude reiniciar o trajeto. Em menos de dez minutos comecei a sentir novos pingos mas dessa vez não havia construção por perto, apenas os condomínios murados que ladeavam a rodovia. Reparei em alguns arbustos que se rescostavam numa parede e formavam uma espécie de Reserva natural - St. Martintúnel em que consegui me enfurnar. Surpreendentemente a proteção foi bastante eficaz e escapei de novo banho, apesar do equilíbrio precário em cima de uma tábua e uma folha morta de palmeira. Com pequenas aberturas surgindo no céu cheguei à estrada de acesso à costa, que contorna uma grande salina e oferece entrada ao borboletário, pouco antes de terminar na Praia do Galeão. Havia Praia do Galeão - St. Martinpensado em conhecer o santuário de insetos mas acabei desistindo, do que me arrependi mais tarde. A faixa de areia extensa conta apenas com alguns bares e uma loja para aluguel de equipamentos náuticos. Todo esse lado da parte francesa da ilha, desde a ponta com a trilha para a Praia Cayes Pequena que não tive coragem de percorrer ontem, forma uma grande reserva natural, criada em Reserva natural na Baía do Oriente - St. Martin1998 para preservar a flora e a fauna da região e inclui também várias ilhotas ao longo do litoral. Aproveitando o tempo um pouco mais seco atravessei uma área de vegetação baixa para voltar para a Praia do Oriente, da qual havia me afastado por causa do percurso pelas vias internas. A fama dessa praia está ligada ao hotel de prática nudista que ocupa o extremo da longa baía. DuranPraia do Oriente - St. Martinte o trajeto vinha pensando que, caso o clima continuasse ruim, pegaria um transporte coletivo em Orleans, uma cidade próxima, para voltar para Marigot. No entanto, como ainda não era meio-dia e com as condições climáticas razoáveis, decidi continuar o caminho a pé e, além disso, completar o circuito seguindo para Philipsburg, do lado holandês. Seria a primeira, e provavelmente a Centro Comunitário em Orleans - St. Martinúnica, oprtunidade de realizar a volta total na ilha, seguindo sempre no sentido horário. Já estava perto da divisa franco-holandesa e, após outra hora de caminhada e de atravessar mais alguns morros, cheguei no entroncamento a partir do qual havia ido para a capital francesa saindo da holandesa no dia da volta de barco de St. Bart. Mais alguns episódios úmidos aconteceram nesse trDivisa franco-holandesa - St. Martinecho, contudo não tive problema em encontrar abrigo por se tratar de uma área bastante urbanizada. Novas subidas cansativas se apresentaram, porém essas já eram conhecidas. Pouco antes da grande ponte que cruza a Lagoa da Baía Simpson entrei num supermercado e, perto do momento de passar no caixa, me dei conta de que havia esquecido cartões e dinheiro na mesa de cabeceira. FelizmenPhilipsburg - Sint Maartente carregava algumas notas junto com o passaporte, o que salvou a compra. Ultrapassando mais um marco de fronteira teve início a grande reta que termina em Marigot. Foi aí que a garoa começou outra vez. Tímida a princípio, porém aumentando a cada passo que dava. Ali também não havia nenhuma edificação que pudesse oferecer abrigo e o jeito foi continuar andando. Dessa vez não se traLagoa da Baía Simpson - Sint Maartentava de uma nuvem passageira. Era uma chuvarada em grande estilo. Percorri os quatro quilômetros até a hospedagem debaixo de muita água, percebendo que não havia sentido em me esconder num canto, já que estava completamente molhado, inclusive o troco do mercado num bolso e o celular no outro, pelo que temi uma pane geral do aparelho tão útil. Depois de seco tudo voltou ao normal.