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| Prishtina / Prizren - sex 05/jun/26 * 12,94 km * (49 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
O sol voltou! Saí às 9:00 h para caminhar os dois quilômetros até a rodoviária sob 18°C. Na quarta-feira, quando entrei no quarto, recebi um monte de mensagens atrasadas do WhatsApp e achei que o chip eletrônico estivesse com algum problema. Lembrei hoje de ter visto nas informações durante a aquisição que ele não funcionava no Kosovo. O país ainda não é reconhecido pela maioria das nações e continua sendo considerado uma província autônoma da Sérvia. Guerrilheiros lançaram uma ofensiva pela independência
e foram duramente reprimidos pelos sérvios. A ONU interviu e garantiu a soberania do território com grande influência dos E.U.A. na época do Presidente Clinton e da secretária Madeleine Albright. Durante o percurso pela manhã passei por uma estátua da responsável pela Secretaria americana de Estado durante os conflitos. Às 10:00 h apareceu o ônibus que sairia para Prizren em vinte minutos. Fui o primeiro a entrar no veículo vazio. Aos poucos foram chegando novos passageiros até completar os quinze na par
tida. Mais três que entraram atrasados na saída do terminal. No caminho entrou mais um bando e perdi a conta. A viagem deveria durar duas horas e chegaria perto do meio-dia e meia. O hotel ficava a um quilômetro, mas antes tentei verificar a passagem para a Macedônia do Norte. A rodoviária estava em reforma e não tinha balcão para vendas. Encontrei um recepcionista não muito cooperativo no Hotel Oferta, reservado por duas noites. Tive que pagar em dinheiro porque a maquininha dele não funcionava. O quarto
não era muito diferente do da capital, com teto inclinado e mais baixo sobre as camas. Pelo menos tinha uma mesa de cabeceira, com tomada e tamanho suficiente para acomodar o tablet. A semelhança entre os dois albergues fez com que experimentasse a água quente, cuja ineficácia em Prishtina me impediu de tomar banho. Depois de aguardar alguns minutos, a torneira da pia verteu o líquido numa temperatura adequada. Faltava ver no chuveiro. Após verificar a adequação da internet, entrei no site de reservas e
comprei a passagem, numa tarefa bem complicada por causa da segunda senha que só aparecia por breves segundos no programa de e-mail. Com o bilhete no celular, desci para solicitar a impressão. Acho que ele só usa a impressora para tirar cópia dos passaportes. Mandei o arquivo por WhatsApp mas, pelo que percebi, a impressora não estava conectada a nada. Ele tirou uma cópia da passagem colocando o telefone dele sobre a bandeja de vidro interna, porém o resultado foi uma folha em branco, apenas com o contorn
o do aparelho. Comecei o passeio às 14:30 h procurando algum lugar para conseguir resultado melhor. Não tinha certeza se que o papel seria necessário, mas resolvi pecar por exagero. Entrei numa loja de celular e o atendente me indicou onde ir. Era um quiosque de fotocópias e eu tentei cadastrar o WhatsApp dele. E tentei. E tentei. Não ia de jeito nenhum. Aí lembrei que o e-Sim não funciona no Kosovo. Entrei no wifi dele e isso foi suficiente. No final descobri que ele era alemão e deu para conversar um po
uco. Falou que os kosovares são muito simpáticos, mas os albaneses não. Também disse e mostrou que tem uma propriedade nas imediações, onde vai fazer churrasco de vez em quando. Atravessei o Rio Lumbardh para iniciar a visita do centro velho. As marginais do rio são muito agradáveis e movimentadas, tanto de pedestres como de carros. Como em Prishtina, vários engarrafamentos atrapalhavam o tráfego. Entrei na Mesquita Sinan Pasha e comecei a subir as ruas extremamente inclinadas para vencer os 200 metros de
altitude. As imagens que assisti na rede faziam crer que o Forte estivesse bem mais baixo. As dimensões do local também eram muito maiores do que imaginava. Continuei andando pelos becos labirínticos procurando pelas livrarias que não encontrei e atravessei o rio novamente na volta para o hotel. No quarto constatei que a conexão estava extremamente lenta, invibializando a transmissão. Na segunda tentativa parece que destravou e deu para transmitir tudo. Quase não acreditei que tinha água quente à vontade.