| 04/jun/17 | Calendário | 06/jun/17 |
| Ierapetra / Makry Gialos - seg 05/jun/17 (84 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
A alternativa mais viável para a viagem de hoje seria pegar a condução das 8:15 h, a segunda do dia. Mais interessante ainda seria se conseguisse entrar na anterior, das 6:30 h, já que parte da visita envolveria uma grande caminhada. O despertador interno funcionou e, depois de acordar duas vezes durante a madrugada, saí da cama definitivamente às 5:30 h, apesar da preguiça e do frio. Em meia hora estava indo para
o terminal sob um céu totalmente limpo, a menos da neblina no horizonte visível da varanda que atrapalhava o completo resplandecer matinal. Comprei o bilhete de ida e volta para Ierapetra (leia ierápetra) no lado sul da ilha. Não tinha muita certeza de quanto tempo levaria este trecho inicial, mas achei que deveria chegar em uma hora. A estrada atravessava a parte mais estreita da ilha, com apenas 15 quilômetros de
largura e seguia o caminho já utilizado pelos povos antigos há mais de 3.000 anos. Ao chegar no terminal de destino verifiquei que havia um transporte partindo em meia hora para Makry Gialos (leia macrí ialós), mais cedo do que o das 8:30 h que constava nas tabelas e que havia escolhido como opção para o segundo trecho. Pretendia seguir pela rodovia litorânea por 25 quilômetros e então iniciar a caminhada de volta
passando pelas praias que defrontam o Mar da Libia. Como teria que esperar um pouco para poder entrar no veículo que continuaria a me transportar iniciei um breve passeio até o mar próximo e já pude sentir na pele a veracidade das afirmações de que o vento deste lado é bem mais constante. E, principalmente, frio. Vai ser preciso muito sol para quebrar o gelo se a brisa continuar desse jeito. A viagem de 30 minutos
mostrou a inviabilidade do planejamento original. A estrada, apesar de acompanhar de perto a costa ficava, na maior parte de trajeto, algumas centenas de metros para o interior e a única possibilidade de caminhar ao longo do mar era nos curtos intervalos de praia, o que aumentaria drasticamente a distância. O vento havia cessado mas não via a menor condição de completar a aventura proposta. Resolvi então conhecer
a cidade, andando pelos calçadões da orla e adimirando as praias e montanhas antes de retornar no ônibus das 10:15 h. Talvez houvesse alguma região interessante neste pedaço de litoral mas eu não iria descobrir do jeito que imaginava. Embora estivesse frustrado por não completar o desafio almejado, andar pela pacata Makry Gialos foi bastante agradável. Pensei em descer em uma cidade intermediária e fazer o mesmo ti
po de visita porém achei que ficaria com o tempo apertado e teria que fazer muitos cálculos para não perder as conduções. Dessa forma poderia também voltar um pouco mais cedo para passar a última noite em Aghios Nikolaos sem muita correria. Passei uma hora e meia andando pela simpática Ierapetra, conhecendo o pequeno museu arqueológico, com vários sarcófagos e cerâmicas dos tempos minóicos e estátuas de mármore do
período greco-romano, a casa onde a tradição diz que Napoleão pernoitou em sua ida para a conquista do Egito, a Antiga Mesquita, herança dos colonizadores turcos e a fortificação medieval construída pelos venezianos na entrada do porto. Segui pelos calçadões ao longo da orla, cheios de bares e tavernas, e encontrei um local razoável na praia para aguardar a partida do transporte para o hotel, onde cheguei às 17:30 h.