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| Kolokytha - dom 04/jun/17 (42 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Tendo desistido do plano original passei a considerar as novas opções. Como sempre, um dos principais fatores da mudança de orientação foi a preguiça. Nos fins de semana os horários de ônibus são mais limitados ainda do que nos dias de trabalho. O passeio pensado para o dia do Senhor consistia de uma visita à vila tradicional de Kritsa (leia critssá) e posterior caminhada até o sítio arqueológico de Lato (leia lató). Havia cogitado de ir a pé desde o hotel, já que a distância não é maior do que dez ou doze quilômetros. No entanto, consultando a Internet, veri
fiquei que teria que subir até os 340 metros de altitude, tarefa que não me atraía no momento. O primeiro transporte partiria às 7:00 h e eu estava acordando 30 minutos depois. O seguinte sairia somente às 11:15 h. Contudo essa era só a desculpa principal. Na realidade não estava com vontade de fazer longas caminhadas hoje, ainda mais pelas montanhas. Com essa convicção passei a imaginar a possibilidade de passar algumas horas na praia, aproveitando a manhã ensolarada. As praias próximas não me animavam, seja pela qualidade do solo ou pela quantidade de gente
. E com isso surgiu a imagem dos rochedos da península de Kolokytha à mente. Andar até lá novamente estava fora de propósito. Logo, a alternativa seria o transporte coletivo que, para aquela região, não é tão restritivo nos sábados e domingos. O seguinte deixaria a rodoviária às 9:00 h, o que me daria tempo de levantar calmamente e andar o quilômetro até o terminal. Saí às 8:15 h tentando não esquecer nem o boné e nem a água. Na metade do caminho passei pelo Museu Arqueológico e, como já passava das 8:00 h, seria uma oportunidade única de conhecê-lo. Com isso
teria que adiar em uma hora a saída para a praia o que, considerando o horário esdrúxulo das 15:00 h para fechamento das instituições culturais em Creta, seria a menos inconveniente das possibilidades. Pude manter a partida imaginada das 9:00 h. Apesar de as obras de restauração estarem concluídas desde 2014 apenas uma pequena sala estava aberta. Pelo menos não tiveram coragem de cobrar ingresso. A mostra constava de uma composição fotográfica com dez painéis bilingues descrevendo aspectos da cultura antiga, como enterramento em necrópoles, cultos a divinda
des e vida cotidiana. Além da exposição medíocre tudo estava repetido no folheto fornecido na entrada sobre as origens da cidade. As demais alas estavam fechadas com portões gradeados e não havia exibição de nenhum artefato ou pedaço de pedra, a menos dos itens catalogados e espalhados pelo chão de uma seção anexa também atrás de grades. Não teria perdido grande coisa se não tivesse arriscado a entrada. Cinco minutos após sair da estação o motorista estava passando pela avenida beira-mar, na frente do hotel. Não me importei de ter andado inutilmente, mesmo po
rque prefiro abordar no ponto inicial. Às 9:20 h o condutor me deixou na parada mais próxima do istmo da Península Kolokytha. Nessa região existiu na antiguidade o porto de Olous (leia Olús) que servia à cidade interiorana de Lato. Atualmente, após vários terremotos, ele se encontra submerso em águas rasas e a estreita faixa que o ligava com o resto da península também foi destruída. Hoje decidi me aventurar um pouco mais por aqueles lados seguindo a estrada de cascalho e terra até poder avistar a praia de Kolokytha. Não cheguei a descer porque minha intenção
continuava inalterada e iria usufruir o resto do dia nos esplêndidos rochedos pelos quais havia passado mais cedo e que já conhecia de dois dias atrás. Às 13:15 h a nuvem que já vinha encobrindo o sol começou a se pintar de cores ameaçadoras em sinal de que era hora de pensar em voltar. Caminhei em direção ao centro de Elounda e sentei num banco da praça perto da parada de ônibus. O serviço das 14:20 h atrasou 10 minutos e retornei a Aghios Nikolaos com um resto de sol que permitiu mais uma curta caminhada pela orla, antes de entrar no quarto às 16:00 h.