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A preguiça me segurou na cama até 8:30 h, quando comecei a planejar o roteiro do dia. A visita de hoje incluiria algumas praias do norte, apenas no setor francês e contava com ter as caminhadas facilitadas pela presença de muitas nuvens no céu, já que o sol tem estado tremendamente forte. Ao passar pelo centro da cidade, antes de iniciar o passeio, decidi me precaver no caso de as nuvens não colaborarem e comprei um boné para evitar perder o escalpo. O trecho inicial começou na Marina do Forte Luís e seguiu por uma avenida que fazia o contorno da colina, chegand
o em uma ampla área de estacionamento em que o poder público incentiva os motoristas a deixarem os carros trocando por uma perua gratuita para entrar no centro, aliviando o trânsito e a poluição. Saindo da cidade enfrentei o primeiro morro do percurso, que não apresentou dificuldade apesar de a calçada não estar em condições adequadas. O roteiro indicava um desvio para a Baía do Frade, pelo qual optei em detrimento da nova ladeira da rodovia principal. Seguindo uma rua cheia de curvas, mas bastante plana, atingi a praia que ainda apresentava pouco movimento. Min
ha intenção, no entanto, era seguir pela trilha que, de acordo com o mapa, tinha início na outra ponta da faixa de areia. Ciente de que a conservação desses sendeiros representados no aplicativo pode não ser das melhores, entrei no mato para ter uma ideia da situação. Satisfeito com o que via continuei por menos de um quilômetro até chegar a Baía Feliz, bordejada por uma belíssima praia, forrada de areia na parte central e com grandes rochedos nas extremidades. Originalmente pretendia continuar a caminhada para outras enseadas porém, como aparentemente não havia
saída para a estrada pelo lado mais afastado e teria que retroceder todo o percurso para retomar a rodovia, comecei a reconsiderar os planos e achei que poderia conhecer os demais atrativos em outra oportunidade. Os penhascos do final da Enseada Guichard, ao longo da qual passava a trilha, estavam por demais convidativos e resolvi passar o resto do dia na borda de uma piscina natural formada entre as pedras. O sol continuava forte e várias nuvens eram impulsionadas rapidamente pelo vento. Naquele momento uma regata internacional estava sendo disputada e inúmero
s veleiros faziam manobras ousadas ao longo do litoral, com seus tripulantes correndo de um lado para outro das embarcações na tentativa de sentar nos bordos e readquirir o equilíbrio após uma curva brusca. Uma das nuvens grandes que se aproximaram estava bastante carregada e despejou uma quantidade razoável de água. Decidi ficar onde estava, percebendo que logo a seguir surgiria novamente um céu azul capaz de secar o que havia acabado de molhar. Pouco depois das 15:00 h iniciei o retorno pelo mesmo caminho, apenas entrando na cidade pela rua principal ao invés
de dar a volta no morro onde fica o Forte Luís. Além de apreciar outros ambientes tinha a esperança de encontrar um supermercado digno do nome. As lojas que tinha visitado até então deixavam muito a desejar. Eram apenas apertados depósitos administrados pelos chineses. Finalmente me deparei com um fornecedor excelente e bem perto do hotel. Parece que aqui qualquer um que dispõe de um espaço adicional, forra as paredes de prateleiras e abre um negócio para aumentar a renda. Além de entulhados e caros esses estabelecimentos tinham de tudo menos do que eu precisava.