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Shkodër / Prishtina - ter 02/jun/26 * 6,58 km * (50 fotos)Mais fotos:ÁlbumSlide showVídeos

Caminho para o hotel - PrishtinaAcordei às 7:30 h e, ao olhar pela janela, fui saudado por um céu com nuvens cinzas e o chão molhado. A página metereológica mostrava tempo seco daqui para a frente, porém o destino na capital do Kosovo, teria um dia totalmente chuvoso depois de amanhã. Enquanto o refeitório não abria, aproveitei para deixar o celular se atualizar, como ele gosta de fazer de vez em quando. Levei um grande susto porque ele demorou mais do que o normal e não havia botão para sair de uma tela de autorização. No fim do processo voltou tudo ao normal. Fui o primeiro a entrar no acanhado refeitório, que mal tinha capacidade para os dez ou doze hóspedes de ontem e hoje. Com o aviso da moça simpática do posto de combustível de que o motorista pode se adiantar e para evitar diflculdade com o clima, deixei o quarto quase duas horas antes da partida das 10:30 h. O tempo estava feio, mas o perfume continuava maravilhoso. Cheguei no posto uma hora antes e tomei alguns poucos e fracos pingos. Teve um momento em que pensei em desaposentar o casaco, mas achei exagerado. Após vinte minutos de espera, achei melhor vestir o abrigo, tanto por causa do vento frio como para tirá-lo da mochilona que iria passar cinco horas no porta-malas. Minha preocupação não convenceu os deuses e o motorista demorou vinte minutos. Mas passou. A van não tinha porta-malas e a bagagem teve que ir dentro do veículo. A minha e a da família de três que entrou primeiro. O filho largou a malinha no corredor impedindo a minha passagem, até que resolveu ir alguns assentos para trás, deixando os dois na frente livres. Um para mim e outro para a mochilona. A pequena foi no colo. Nem deu para pensar direito e o condutor entrou em outro posto onde, aparentemente, teríamos que trocar de transporte. Havia tirado o casaco por causa duma aparição do sol e resolvi colocar na bagagem grande novamente, já que ia com tudo junto de mim. DSinal famoso - Prishtinaepois de nova espera, apareceu um ônibus normal, como devem ser os ônibus. Tinha bagageiro e o casaco ficou lá dentro. Sem aguentar o ar-condicionado, tive que solicitar ao motorista nova abertura do porão. A partida definitiva ocorreu às 11:15 h. Logo passou o auxiliar recolhendo os passaportes, como nos tempos de outrora. Acho que toda a confusão com o transporte público já estava planejada, apenas eu não conhecia o plano. A incerteza, contudo, foi estressante. Mas já deveria saber que no fim dá tudo certo. Na fronteira albanesa o policial entrou e pegou os passaportes, não sendo preciso sair. Dessa vez eles abriram o bagageiro para uma olhada superficial. Do lado do Kosovo o motorista nem parou. Da rodoviária segui a rota de dois quilômetros que o mapa definiu. Foi um percurso com becos estranhos, mas totalmente caminhável. A Dina me recebeu às 17:00 h e passou as instruções. O quarto é pequeninho e com várias limitações, com tomadas em locais impraticáveis, falta de espaço para dispor os computadores, inexistência de mesa da cabeceira, geladeira ocupada por produtos e sem lugar para as minhas compras. Eu fiquei no último andar, com teto inclinado e cheio de reentrâncias. Provavelmente vou bater a cabeça várias vezes. Tentei fazer o melhor que pude na instalação, porém não acho que tenha ficado muito prático. Apesar da vontade de ficar no quarto, saí para verificar o que havia por perto. Me surpreendeu uma ótima livraria na esquina, com grande quantidade de livros em inglês. Meu interesse era apenas em O Pequeno Príncipe e agora tenho uma edição em albanês. Passei num mercadinho de bairro, sem muita variedade, mas não estava com paciência nem vontade de ficar andando para procurar coisa melhor. Além disso estava frio e ameaçadoramente nublado. Não imaginei que o agasalho fosse voltar para o dia a dia. Quando voltei para o hotel, às 19:00 h, começou a chover.