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| Elounda / Kolokytha - sex 02/jun/17 (71 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Acordei às 5:30 h com a visão de um sol maravilhoso nascendo sobre a Baía de Mirabello que podia ser admirado da varanda do meu quarto. Apesar disso não tive coragem de levantar para caminhar até a rodoviária e pegar um ônibus tão cedo. O meu roteiro estava apertado, com arividades todos os dias, e se não aproveitasse os horários inconvenientes e escassos do transporte coletivo não poderia conhecer alguns dos locais ma
is distantes. Dessa forma procurei chegar a um meio termo. A viagem programada hoje para o sul da ilha, que teria que ser feita, necessariamente, de condução ficaria para outra oportunidade e, em troca, faria uma caminhada mais longa para algumas praias nas imediações da cidade. Saí às 7:00 h com a intenção de seguir o litoral até a cidade de Elounda (leia Elúnda) 12 quilômetros distante do hotel. Pretendia depois cont
inuar por mais cinco quilômetros até Plaka. O interesse por esses dois locais surgiu a partir do conhecimento da existência de uma colônia para leprosos estabelecida no início do século XX na pequena ilha de Spinalonga, a pouca distância da costa. Também li um romance de uma escritora inglesa que descrevia a vida em reclusão dos acometidos pela doença incurável na época. Quando estava planejando o roteiro descobri que
um dos pacotes turísticos padrão oferecido nessa área incluía passeio de barco até a iIhota, muitos deles incluindo refeição e parada no meio do caminho para banho de mar, com partida tanto de Aghios Nikolaos como de Elounda ou Plaka, a mais próxima das três, na frente da qual ficava a colônia. Além da reconstrução ilustrativa de algumas casas os guias também informavam sobre a existência de uma antiga fortaleza venezi
ana, que defendia a costa da constante ameaça de turcos e piratas. Como não sou afeito a multidões achei que pudesse fazer o passeio individualmente e foi com tal intenção que iniciei o dia. Poderia ir para Elounda de ônibus mas a proximidade me convenceu a enfrentar o percurso a pé. O único inconveniente era a grande montanha entre as duas pontas. Nada que um par de chinelos não pudesse encarar. Em duas horas, depois
de atingir os 180 metros de altitude e voltar ao nível do mar, estava comendo os morangos comprados na feira perto do porto de onde partiam os barcos e reavaliando a conveniência de completar a travessia ou mesmo de seguir para a vila seguinte do itinerário. Decidi não me misturar com as hordas de turistas que chegavam à praça central em ônibus e eram conduzidos para os grandes barcos para completar a visita. Em vez di
sso iniciei uma curta caminhada para a Península Kolokytha (leia coloquíta) com o intuito de passar o resto do dia aproveitando o sol em uma zona de enormes rochedos à beira da Baía de Mirabello. O istmo que formava a ligação com a península foi destruído por um dos frequentes terremotos que atingem a área e atualmente uma ponte cruza o canal que dividiu o terreno. A rota passava por uma região alagada que encobria as
ruínas de uma antiga cidade minóica. O forte sol e o céu totalmente livre de nuvens eram razão suficiente para justificar a atividade e poderia ainda usar a desculpa da preguiça como reforço. Fiquei cochilando até 15:30 h, quando iniciei o retorno atravessando a mesma montanha intrometida. Mesmo cansado ainda consegui forças para dar uma pequena volta pela orla de Aghios Nikolaos e rever o deslumbrante Lago Volismeni.