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| Maastricht - dom 02/ago/26 * 22,18 km * (75 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Aqui o café da manhã também é escalonado como em Diekirch e, ao fazer o registro, escolhi 8:00 h. O refeitório pequeno fica numa entrada lateral na esquina e é necessário sair da recepção e entrar pela outra rua. Lutei bastante para levantar no horário e percebi que não perderia grande coisa se continuasse na cama. Passei meia hora comendo o cereal com iogurte e o croissant com manteiga e voltei para debaixo das cobertas. Apesar de
o frio não estar muito intenso e ser possível andar sem abrigo, o vento forte atrapalha de vez em quando. Pelo menos ele ajudou a espantar totalmente as nuvens e o céu ficou maravilhosamente azul. Saí novamente às 11:30 h com o objetivo principal de visitar uma atração única da cidade que, no domingo, só abre ao meio-dia. Só que antes disso caí em vários desvios. Passei na Praça do Mercado, com diversas tendas para venda de produt
os, especialmente uma espetacular de queijos. No centro da grande área fica o prédio da Prefeitura. Nas franjas do mercado encontrei a Igreja de São Mateus do séc. XIV, que passou pelas denominações calvinista, católica, calvinista, protestante e católica novamente, de acordo com o governo do turno. Foi a primeira igreja da cidade e apenas a torre é da construção original. O resto foi transformado no estilo gótico no séc. XV. As in
formações das placas pregadas nas paredes dos monumentos são escritas somente em holandês e preciso fazer um pouco de adivinhação e reler várias vezes para ter noção do que se trata. Mas dá para extrair algum sentido. Finalmente cheguei no destino definido no início do dia. Externamente a Igreja dos Domenicanos parece mais um templo gótico, com a diferença do portal de entrada que apresenta uma chapa de ferro ocupando toda a largur
a do edifício, supostamente representando a capa de um livro aberto. Por dentro, no entanto, não há nada de semelhante com o interior tradicional. Alguns andares com corredores de metal foram acrescentados e estantes transformaram a antiga igreja em livraria concorrida, imagino que mais pela condição inusitada do que pelos títulos, apesar de o estoque ser bem variado. É uma das atrações imperdíveis de Maastricht. Em seguida fui a u
m templo mais tradicional, do séc. XII, dedicado à Virgem Maria. O clima escuro e o claustro com canteiros de rosas brancas contribuem para a sensação de tranquilidade no interior. Passei pelo Moinho do Bispo, que existe desde o séc. XI e usa a força de um riacho para girar sua roda. Esse canal é um desvio do Rio Jeker, ao longo do qual fica o parque delimitando o recinto amuralhado. Segui pelas ruas, ciclovias e trilhas por longo
caminho até chegar ao Canal Albert, que também passa em Liège e continua até Antuérpia. Foi curioso entrar a pé na Bélgica e voltar para a Holanda em menos de meia hora, incluindo a atração seguinte, uma vista inesperada da passarela de pedestres que liga morros dos dois lados do curso de água. Segundo um ciclista local que me avistou admirando a obra de engenharia, a travessia é bem oscilante. Acho que a ventania forte deve aument
ar o balanço ainda mais. Fiquei com vontade de experimentar, contudo já era tarde e a entrada era meio escondida. Quem sabe arrisque a aventura amanhã. O retorno para o centro foi pela margem do imponente Rio Maas e, ao chegar no quarto, preparei os arquivos para transmitir na rede disponível na estação de trem. A desvantagem do método do remendo de internet é que, após a leitura dos textos no tablet de tela maior, depois da public
ação do diário, a alteração que costumo fazer, especialmente das concordâncias e pontuações, não pode ser atualizada até transmitir o arquivo novamente. Isso iria requerer várias travessias da rua para o acesso ao provedor na ferroviária. A correção, portanto, fica para o dia seguinte. Também sobram as imagens que ilustram os vídeos, uma vez que elas são criadas após o envio para o YouTube, tarefa que costuma levar algumas horas.