| 31/mai/26 | Calendário | 02/jun/26 |
| Shkodër - seg 01/jun/26 * 35,29 km * (73 fotos) | Mais fotos: | Álbum | Slide show | Vídeos |
Acordei com o irritante barulho da expansão das esquadrias de vidro que ocupam toda a parede diretamente voltada para o sol nascente. O café da manhã incluído na diária tinha início às 8:00 h. Desci logo para não ter que desistir e continuar deitado. Depois da refeição razoável voltei para o quarto para preparar as visitas do dia, que incluíam, inicialmente, o retorno para a região do castelo para tentar encontrar o onibus de amanhã. Sa
í às 9:30 h, uma hora antes do horário programado do serviço, antes que a preguiça tomasse conta. Parei no caixa eletrônico na saída do hotel, porque tinha a intenção de empreender a subida novamente. A taxa de serviço foi um absurdo, mas com a nota que saiu da máquina poderia, pelo menos, conhecer o castelo. Segui as grandes avenidas até o rio e, na esquina da ponte onde cheguei com quinze minutos de antecedência, resolvi perguntar par
a a atendente do bar. Ela não falava nada de inglês. Tentei insistir e ela ficou nervosa e estúpida. Mesmo sem falar dá para saber quando alguém é estúpido. Andei alguns metros até o posto de combustível, onde a informação foi um pouco mais educada pela moça que falava a língua comum. Ela apontou o local e fiquei aguardando a aparição do transporte. Esperei quinze minutos, e como ele não chegou, voltei às bombas. A moça simpática falou
que às vezes ele atrasa e às vezes não aparece. Ou pode sair antes do horário. Hoje ele apareceu logo depois de eu ter feito a pergunta. Como ele estava demorando para partir, aguardando outros passageiros que estavam esperando no lugar errado, fui até ele apresentar minha passagem no celular. Ele disse que estava tudo certo, porém teria que imprimir. Já que não havia trazido minha impressora portátil, precisaria apelar para a recepcion
ista Antonella. Com a preocupação resolvida, continuei o passeio atravessando o rio e seguindo para uma cidade à beira do lago. Shiroka não ficava longe e uma avenida com pavimento novo e uma bela ciclovia de duas mãos facilitava o deslocamento pela calçada larga ao longo do lago. Deu para apreciar o tamanho gigantesco do maior lago da região balcânica. Retornei pelo mesmo caminho para finalmente subir o morro do Castelo Rozafa. Com a n
ota novinha de 2000 lek adquiri o ingresso e entrei pelo portão que dava acesso aos três pátios internos, cada um cercado por muralhas concêntricas. No mais interno, a cidadela, fica o Museu com exposição sobre os objetos arqueológicos encontrados nas escavações que identificaram os primeiros achados pertencentes às tribos ilírias antes até dos romanos. Segunda-feira a instituição não funciona. Desci a colina para conhecer a atração seg
uinte, que ficava para o outro lado do hotel. Aproveitei para fazer uma parada e solicitar a impressão da passagem para a prestativa Antonella. A nova rota foi cansativa e me levou em uma hora e meia para a bela Ponte Otomana, construída pelo paxá da região em 1768. Ela passa por cima do Rio Kir, que se junta ao Buna e deságua no Lago Shkodër. Pretendia fazer um percurso diferente na volta, porém fui impedido de avançar por dois cães ze
losos de suas tarefas de proteção. Eles pareciam bem mais ativos do que os vários que vivem dormindo pelas ruas. Geralmente, os que gostam de gritar ficam presos em correntes ou cordas, mas os do meu caminho estavam soltos e bem acordados. Sem opção, retornei os poucos metros para a Ponte Otomana e voltei pela mesma rota cansativa. Fiquei com a sensação de que um dia a mais na cidade extremamente perfumada teria sido um prazo adequado.