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Veneza - 28/ago/17 (9 fotos)Mais fotos:ÁlbumSlide show

Loja de doces gigante - PáduaDepois de um iogurte e um copo de leite não tinha nenhuma vontade de sair do quarto mas a faxina próxima e a distância da estação ferroviária me deram coragem. Pelas pesquisas anteriores sabia que o trem para Veneza partiria perto de 8:20 h, o que me dava quarenta minutos para caminhar até o terminal, comprar a passagem e embarcar. Não parecia muito corrido mas não podia relaxar. Saí às 7:45 h e os guarda-chuvas, capas, nuvens escuras e pingos que enfrentei pelo percurso de meia hora me faziam reavaliar a situação. Como cheguei na estação em cima da hora não deu para pensar duas vezes e me aproximei da bilheteria automática. A primeira máquina apenas mostrou os horários, sem oferecer possibilidade de compra. Fui para a seguinte e pude debitar a ida e a volta no cartão pré-pago. Na plataforma o trem acabava de estacionar e hordas de viajantes aguardavam para entrar depois que outras hordas de viajantes tivessem saído. Como não podia subir imediatamente andei até a extremidade do comboio para tentar pegar um vagão mais vazio. A entrada foi fácil mas encontrar lugar vago isolado demorou um pouco mais. Consegui, após andar por alguns corredores, um conjunto de quatro assentos e pude parar para respirar e pensar. As nuvens estavam indo para o mesmo lado que eu e não tinha muita esperança de encontrar tempo bom em Veneza, que ficava a apenas meia hora de distância pelo trem regional rápido, com parada somente em Mestre, na parte continental. Nem a cidade dos canais conseguia me inspirar muito ânimo depois da chegada. Sentei num banco perto dos trilhos com vista para uma tremenda nuvem escura e só tive vontade de não fazer nada. Às 9:00 comecei a tomar atitudes. A primeira foi visitar uma praça vizinha que, como mostrava o mapa eletrônico, tinha uma fonte de água de que prCampo San Geremia - Venezaecisava para completar minha garrafa. A segunda, depois de um pouco de confusão sobre o que deveria fazer, foi voltar para a estação e torcer para que os pingos que engrossavam se transformassem de uma vez em chuva e que o céu limpasse um pouco. O curto passeio me fez perder o assento, e tive que andar até uma plataforma para encontrar outro, de onde também podia assistir à leve garoa caindo. Depois do meia-dia um sol raquítico começou a se insurgir sem muita convicção. No entanto já era tarde demais para iniciar a visita e passei a aguardar a partida do trem de volta para Pádua. Também não dava para sair muito cedo, com a possibilidade de o quarto ainda não estar pronto. Calculei que o trem das 14:20 h seria uma ligação adequada. No entanto, encontrei um regional lento pinga-pinga que levaria 50 minutos. Dessa forma, saindo às 13:49 h não precisei chegar com muita antecedência à pensão. A plataforma do serviço que havia escolhido ficava na região desprotegida do terminal o que, no caso, foi útil porque pude evitar o frio interno e aproveitar o curto intervalo com um pouco de mormaço ao ar livre. Não sei se o horário ajudou mas o trem de dois andares estava vazio. O único problema foi conseguir ficar acordado para não perder o ponto. Parece que o clima pretendia apenas prejudicar meu passeio. Todo o percurso entre a estação de Pádua e o apartamento se deu sob calor, embora o céu estivesse bastante enevoado. A segunda coisa que fiz ao entrar no quarto, após maldizer a camareira por ter o hábito de deixar o ar-condicionado ligado depois da limpeza, foi consultar a metereologia. O tempo amanhã parece que vai ser aproveitável mas acho que ainda vou reclamar muito das condições climáticas nestes últimos quinze dias de viagem. Parece que céu limpo agora, só no ano que vem.