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Lisboa - 26/jul/17 (91 fotos)Mais fotos:ÁlbumSlide show

Costa da Caparica - São Paulo-LisboaA travessia de nove horas e meia teve momentos turbulentos na passagem da faixa equatorial durante a madrugada. Esticado e encolhido nos meus dois bancos, com o pescoço apoiado no braço do lado do corredor, passei as primeiras horas do novo dia em sono profundo. Acordei duas horas e meia antes do pouso sobrevoando um Oceano Atlântico totalmente encoberto por nuvens em camada compacta. Senti que os dois dias que pretendia passar na praia em aclimatação ao verão europeu antes de seguir para a Itália estavam ameaçados. Na aproximação do litoral português alguns espaços azuis começaram a aparecer, deixando no ar um poMosteiro dos Jerônimos - Lisboauco de esperança. O café da manhã com dois pães e frios não foi tão apetitoso quanto o jantar da noite anterior e os embutidos foram devidamente escanteados. As areias da Costa da Caparica estavam visíveis na descida para Lisboa e a temperatura de 26°C anunciada pelo capitão reforçava a intenção de visita ao balneário. Às 11:30 h o avião estacionou no meio da pista indicando a necessidade de pegar o ônibus interno para entrar no terminal. Logo a aeromoça anunciou suas desculpas por não haver escada disponível no momento, sofrendo o desembarque atraso de 30 minutos. A fila da imigração estava enorme e eu parei na pAqueduto das Águas Livres - Lisboalaca que indicava 45 minutos às 12:00 h. A dos cidadãos da comunidade também não estava muito menor. A bagagem não devia precisar de escada para sair do avião ou esperar na fila da imigração porque quando eu passei à área das esteiras a mochilona já estava rodando. Sem olhar para as funcionárias que davam uma última encarada no grande volume de passageiros sem nada a declarar para ver se não ficavam com vontade de revistar alguém, saí para os braços da multidão que aguardava familiares e turistas e virei na direção do transporte público. Faltando 15 minutos para uma hora da tarde entrei na estação de metrô e perceFila do bonde famoso - Lisboabi outra fila imensa nas máquinas de auto-atendimento. Experiente, andei mais alguns metros para ser atendido no guichê dos humanos, onde havia apenas três pessoas na minha frente. Estava quase finalizando a transação quando perguntei se o cartão seria aceito também nas barcas que atravessavam o rio para chegar à praia. Recebi resposta negativa, com a vendedora indicando que o sistema estava sendo alterado e o novo bilhete ainda não era reconhecido pelo serviço de travessia fluvial, além de ela alegar, inicialmente, que não tinha mais dos antigos. Mas, com a simpatia dos portugueses, ela iniciou a procura no fundoPraça da Figueira - Lisboa da gaveta e encontrou o último, todo amassado. A beleza não era importante naquele caso e refizemos o procedimento para carregar o velho cartão verde. Entrei no trem pouco antes das 13:00 h e desci perto do hotel 40 minutos mais tarde. A primeira providência ao sair da estação foi tirar o boné da mochilinha para me proteger do forte sol. Depois de 800 metros de ladeiras, becos, escadarias e largos, e com a importante ajuda do GPS, encontrei a entrada. Na esquina próxima um cão na coleira me aguardava ansioso, ao lado de seus donos que conversavam com conhecidos. Mesmo com o atraso no aeroporto ainda cheguei adianSé Patriarcal - Lisboatado para o horário de recepção a partir das 14:00 h. Felizmente a ucraniana Oksana estava fazendo a faxina e atendeu no primeiro toque da campainha. Apesar de ela asseverar que não devia me preocupar, deixei o chão molhado cheio de pegadas. Fiquei com a única suíte, conforme escolhi na reserva. Os outros tinham que compartilhar o banheiro do corredor. Acho que eram apenas três quartos mas o meu, a menos da geladeira comunitária, tinha tudo que precisava, inclusive a internet que, segundo a dona, poderia ter o sinal meio fraco devido à localização na extremidade mais afastada. O primeiro teste mostrou acesso adequArco Escuro - Lisboaado nas páginas da internet e transferência de arquivos mas tive que fazer várias tentativas para enviar o e-mail informando a chegada. Tô ficando louco com as mensagens recebidas do Sérgio hoje. Mal entrei na pousada e encontrei um monte de pepino. Além do equívoco no Maria das Neves TerraS Sarnache do mandado do pai, tem essa história de prazo de 10 dias. Espero receber notícias sobre esse assunto de alguém da família em breve. Não tinha muita noção do que fazer na primeira tarde em Portugal e as mensagens sobre as certidões me deixaram mais desnorteado. Parece que elas esperaram eu sair de férias. Deixei a pensPraça do Comércio - Lisboaão às 16:00 h sem ideia de onde ir. E isso era o bom de Lisboa. Uma simples volta sem rumo pela cidade já é um passeio maravilhoso. Passei pela grande Praça Martim Moniz no final da avenida próxima do hotel, entrei na Praça da Figueira e subi algumas ladeiras em direção à Catedral da Sé, passando também pelas igrejas de São Nicolau, Santo Antônio e a de Santa Madalena. Atravessei o Arco Escuro e entrei no Terreiro do Paço, às margens do Rio Tejo. Segui o agradável calçadão que separa o rio da enorme Praça do Comércio e cheguei até o Cais do Sodré, de onde partem as barcas para o outro lado. No parque em frente ao Largo do Carmo - Lisboaterminal intermodal sentei para completar os arquivos do dia antes de retornar para o quarto. Na volta ainda passei pela Praça Luís de Camões, Largo do Carmo, onde ficam a Guarda Republicana Nacional, protegida pela guarita patrulhada por um policial estátua em seu uniforme de gala, e o Museu de Arqueologia. Também estive na estação de trens do Rossio e no Largo de São Domingos com seu grande templo. A cidade estava cheia de grandes grupos turísticos, muitos falando línguas eslavas. Inúmeras construções estão passando por restauração num movimento que parece demonstrar que Portugal está se recuperando rápido.