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Skopelos / Skiathos - 23/jun/18 (28 fotos)Mais fotos:ÁlbumSlide show

Hotel Jardim de Sofia - SkopelosHavia desenvolvido o roteiro de hoje baseado na previsão meteorológica. Com a mudança de ilha marcada para o início da noite, não tinha a intenção de exercer nenhuma atividade envolvendo grandes deslocamentos e sair da cidade estava fora de consideração. A parte útil da jornada se concentrava entre os dois períodos de maior instabilidade climática, no começo da manhã e no final da tarde. Pretendia passar o intervalo entre esses momentos no pequeno quebra-mar da praia perto do centro. Às 7:00 h o casal do quarto vizinho acordou e começou a conversar, mas nada era comparado ao escândalo da instalação hidráulica, que vinha me incomodando desde a primeira diária. Estava acordado desde uma hora mais cedo pensando em como acomodar os restos de comida na bagagem antes de deixá-la no quartinho do porão aguardando a saída da barca. O clima só deveria melhor após as 9:00 h e usei esse tempo para juntar as coisas e ficar na cama. Trinta minutos antes o sol expulsou a última nuvem escura, o que foi sinal para armazenar as mochilas e ir para a praia. Inicialmente andei até o final de um lado do porto, oposto ao em que pretendia ficar. Fui dar uma olhada na encantadora rocha sob o mirante da igreja e verifiquei que, pelo menos nesse horário, o brilho do sol chega lá. A ventania porém estava um terror. Caminhei ao longo da orla lendo as informações de itinerários náuticos oferecidos por diversos barcos e o único que continuou chamando minha atenção foi aquele exclusivo dos domingos para o parqueAntigo templo de Esculápio - Skopelos marinho na ilha de Alonissos. Segui até a praia no início da subida para o morro dos monastérios e montei acampamento no rochedo conhecido. Felizmente não faltam pedras para deixar as coisas mais ou menos fixas sob o forte e ininterrupto vento. Do outro lado da rua, bem na direção em que estava, ficam as ruínas escavadas de um Templo de Esculápio, deus da medicina. Na antiguidade esses santuários eram verdadeiros hospitais, com alojamento para os doentes, áreas de isolamento e uso de tratamento com ervas. Não gosto de vento muito forte mas a falta de vento é ainda pior, com o ar parado tornando o calor solar quase insuportável. A ausência quase total de nuvens proporcionou algumas horas excelentes ao sol. Só não sei se o forte e constante deslocamento de ar atrapalhou ou foi benéfico. Tendo a optar pela segunda alternativa. Em contrapartida, este fato me deixou bastante ansioso em relação às condições marítimas da travessia de uma hora e quinze minutos para Skiathos. O barco da hora do almoço entrou e saiu do porto e da baía aos pulos e solavancos. E era muito maior do que a minha casca de nós. Pretendia retornar para o hotel às 17:30 h, duas horas antes da partida, mas 60 minutos antes o sol começou a ficar fraco e algumas nuvens a se aproximar. Resolvi antecipar a espera no porto, lembrando que um temporal era aguardado para as 17:00 h. Como sou desconfiado, antes de pegar as coisas passei no porto para verificar o andamento dos serviços. Um aviso grudado na guarita dizia que, Mar revolto - Skopelosdevido às más condições do tempo, algumas travessias haviam sofrido modificações. A minha não aparecia na lista mas fui falar com o funcionário para ter uma garantia verbal. Ele não parecia muito confiável porém assegurou que estava tudo normal. Voltei para o porão, peguei as mochilas e retornei ao abrigo do porto, já totalmente encoberto pelas nuvens impulsionadas por vento forte e frio. Tive que apelar para o casaco. Foram duas horas tensas, sem informação sobre o destino do navio. Os funcionários não tinham notícia de nenhuma alteração, o que parecia ser boa notícia. Às 19:20 h apareceu um ônibus para carregar os passageiros até Agnontas. Não entendi se esse é o padrão ou se foi alguma condição especial. Depois de quinze minutos sem se mexer o condutor desligou o motor. Vinte minutos mais tarde o motorista decidiu se por a caminho e eu estava cada vez mais perdido. Às 20:10 h o ônibus chegou no outro porto e não havia navio nenhum. Pelo menos tinha bastante gente esperando e tinha um abrigo para proteger da garoa. Logo ele apareceu e às 20:30 h eu estava, finalmente, no rumo de Skiathos. Levei as mochilas para o salão mas não aguentei ficar com elas no ambiente gelado. Encontrei um corredor externo mais quentinho e com cheiro de fumaça de escapamento. Pela hora da chegada, com trinta minutos de atraso, não deu para saber se tudo ocorreu da forma normal. De qualquer modo, eu não estava esperando tanta contusão para pegar um navio. E essa era a parte boa da história. A chegada emNavio chegando - Skopelos Skiathos foi a maior decepção. Encontrar o hotel nas ruas escuras foi tarefa difícil. Até o GPS parece que não enxergava. Tive que apelar para a recepção de outra hospedagem para me informar sobre o caminho. Segui a orientação e continuei sem encontrar nada. Voltei e pedi novas dicas para a recepcionista simpática e ela se prontificou em telefonar e chamar alguém para me buscar. Em poucos minutos chegou o Miguel com uma placa com o meu nome. Ele tinha ido me buscar no porto sem ter me avisado. Na balbúrdia do desembarque nem prestei atenção ao que acontecia em volta e entrei direto na primeira rua que vi. Fui praticamente obrigado a subir na moto, carregado com as duas mochilas e uma sacola. Ele foi marinheiro e se diz apaixonado pelo Brasil. Certamente dirige como um motoboy de São Paulo. O peso da mochilona quase me derrubou nas subidas íngremes. Finalmente na porta do hotel veio a notícia de que ficaria num quarto por três noites e depois teria que mudar para um menor. A gota d'água, contudo, foi quando ele falou que a internet não funciona. Diz que faz uma semana que a companhia telefônica não consegue arrumar e é em toda a vizinhança. Mais exausto do que após qualquer caminhada, com toda a tensão do barco e do tempo ruim e as notícias poucos animadoras do hotel, decidi dar uma pequena volta para procurar alguma rede aberta. Com sucesso nulo. Não tinha a menor vontade de entrar num restaurante e voltei para o quarto para ver se uma longa noite de sono recuperava meu ânimo.