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Nafplio - 19/ago/18 (67 fotos)Mais fotos:ÁlbumSlide show

Fortaleza de Palamidi - Região de NafplioCom o hábito que tenho adquirido de ir um dia para um lado e no seguinte para outro escolhi algumas estradas menos transitadas para atravessar umas montanhas em direção às praias, mais ou menos para a região da baía de Vivari em que estive anteontem. O mapa eletrônico indicava com o mesmo tipo de linha porções de estrada que, numa verificação no Google Earth, mostraram uma significativa diferença de largura nas imagens aéreas. Optando pela que tinha menos cara de trilha fui forçado a fazer um grande desvio em relação ao caminho alternativo originalBanco do pôr do sol - Região de Nafplio e esperava que esse não me pusesse em enrascadas. O início da subida se mostrou alvissareiro, com vários veículos seguindo as ladeiras, o que dava a entender que havia uma passagem para carros, apesar do tracejado do aplicativo. Mesmo se não tivesse saída aquela rota valia pelos panoramas espetaculares de toda a região do Golfo das Argólidas, com Nafplio no centro, a fortaleza Palamidi de um lado e o Castelo de Argos na outra ponta. O que, inadvertidamente, tomei como sinal positivo por causa do movimento de veículos, era fruto de um grande monastTrilha temida - Região de Nafplioério pouco à frente, em que estava sendo realizado o culto festivo de domingo. Tinha ali início a temida trilha que o mapa apontava. Fiquei em dúvida sobre continuar porque a civilização mais próxima para a frente eram dois povoados a quatro quilômetros de distância. Resolvi arriscar, fazendo uma anotação mental para retornar pela rodovia asfaltada e barulhenta do outro dia. Apesar do solo irregular a largura era adequada e um carro com boa tração poderia trafegar por ali. Engatei uma primeira e comecei. Nem deu tempo de mudar de marcha. Em menos dLagoa de Deprano e baía de Vivari - Região de Nafplioe um quilômetro a rota voltou a ser pavimentada e virou uma estrada rural de verdade. Até quando? Antes de chegar no fim o penhasco que já havia me chamado a atenção alguns dias atrás praticamente intimou minha presença. Podia vê-lo desde longe e vim o caminho todo debatendo se conseguiria a façanha. Toda esquina da Grécia com um morro mais alto, pontudo e isolado tem um templo dedicado ao Profeta Elias. No passeio da sexta-feira esse, em particular, era visível de praticamente todos os pontos. Não poderia deixar de ter uma vista esplêndida do topoMonte Profeta Elias - Região de Nafplio e decidi encarar o desafio. Como a subida era feita por escada com corrimão achei que, com algumas pausas pelo meio, não teria muita dificuldade. E a escadaria estava mergulhada nas sombras enquanto o sol não alcançava o topo. Às 10:00 h pisei no primeiro degrau. Em quinze minutos cheguei no alto e, ao contrário do que imaginava, não fui o único com a ideia. Já havia um casal lá em cima e mais duas pessoas subiram depois de mim. Claro que a vista era maravilhosa e deu para observar os locais visitados anteriormente e os destinos que pretendia compPraia de Assini - Região de Nafplioletar até o fim do dia. Na descida ainda encontrei três alemães e consegui contar 500 degraus no desnível de 100 metros, segundo o GPS. A parada seguinte foi na praia de Assini, forrada de pedras como eu prefiro. Contudo a lotação era absurda com gente e barulho por todo lado. A única rua estreita não dava conta dos banhistas que queriam estacionar e, para complicar, um ônibus de turismo enorme resolveu manobrar na frente de um hotel. Uma ponta rochosa de penhasco que avança para o mar foi o local escolhido para implantação de um assentamento em tePraia Kokkinos - Região de Nafpliompos antigos e a zona arqueológica estava aberta para visitação. Não tive coragem, no entanto, para me aventurar no meio e nas alturas de mais ruínas. Segui para o balneário vizinho de Tolo (leia toló) mas já estava totalmente exausto para aproveitar. Além disso a lotação dava inveja à Assini e a praia era de areia e com poucos pontos de acesso. A localização geográfica, contudo, era extremamente atraente, com várias ilhas perto da costa. O debate agora era sobre o caminho da volta. Apesar de prometer retornar pelo asfalto da rodovia o quilômetro dTolo - Região de Nafplioe terra que tive que vencer na vinda era muito menos amedrontador do que havia pensado e passar por ele mais uma vez não seria nenhum sacrifício, pelo contrário, era um preço bem baixo para evitar o trânsito a que já estava resignado. Desisti de pegar o atalho inicial quando vi a altura do morro que teria que subir e nem sabia se as rotas na sequência eram tão boas quanto a primeira. Resolvi repetir o percurso da manhã para não me deparar com obstáculos além da minha capacidade e cheguei no hotel às 17:30 h, tirando folga da ida ao supermercado.