16/jun/18Calendário 18/jun/18


Skopelos - 17/jun/18 (80 fotos)Mais fotos:ÁlbumSlide show

Praia de Milia - SkopelosQuando acordei pela segunda vez, às 9:00 h, os pingos continuavam caindo em ritmo espaçado. As nuvens, contudo, não pareciam com muita pressa de ir embora. Já havia desistido da excursão de barco que sairia em uma hora e meia para a ilha de Alonissos (leia alónissos). Ela faz parte de uma reserva marinha e suas águas são frequentadas por focas, tartarugas, golfinhos e até baleias. Pelas informações em um cartaz no porto ficou subentendido que o passeio só ocorre aos domingos. Sem previsão de poder aproveitar o sol, esperava que, pelo menos, pudesse fazer longas caminhadas como ontem. Depois de 30 minutos resolvi tentar a sorte e deixei o quarto, sem esquecer do boné ou da água. Não tive coragem nem de colocar o pé no primeiro degrau. O frio era grande e a garoa ainda não havia passado. Voltei correndo para o interior imaginando se poderia realizar algo de útil no dia. Aproveitei que o dono estava entrando no escritório e tentei, mais uma vez, efetuar o pagamento das diárias. Novamente ele não quis aceitar dizendo, mais através de mímica, no seu inglês difícil, que não estava de posse de algum papel. Garantiu que às 19:00 h estaria disponível. Do jeito que as coisas estão se apresentando talvez nem saia até o horário marcado. Após diversas tentativas de pôr a cara para fora sem sucesso segui o exemplo do vizinho de quarto e fui sentar na varanda. Tive que pegar o casaco mas era melhor do que ficar deitado. Passei o resto da manhã observando a bela paisagem montanhosa, osPraia de Milia - Skopelos pingos incessantes e ouvindo o distante rugido de um trovão de vez em quando. Às 10:30 h bateu o sino que, na minha imaginação criativa, era o sinal de partida iminente do passeio de Alonissos. Com o mormaço e os primeiros raios de sol às 11:00 h tomei coragem. Ao contrário de ontem escolhi o caminho de carros para atravessar as montanhas. A primeira parada estava planejada para a praia de Panormos. À medida que subia a estrada e olhava para trás ia ficando mais desesperado com o estado do clima que se instalava sobre a capital de que havia acabado de sair. Aos 250 metros de altitude a rodovia iniciou a descida, o que escondeu a visão assustadora e tornou o passeio mais tranquilo, apesar de o sol teimar em ficar encoberto. Pouco antes de chegar em Panormos peguei um desvio de terra que passava pela parte aberta de um bosque de pinheiros. Segundo o mapa eletrônico a distância deveria ser de aproximadamente um quilômetro e não havia saída. Fiquei curioso para desvendar um paisagem marítima e, de fato, após ultrapassar algumas poças de lama e descer uns barrancos atingi um recanto de pedras entrando no mar. Bonito, mas não valeu o esforço. O desvio chama a atenção porque saí exatamente de uma curva pronunciada da rodovia, em que ela forma uma ângulo de 180°, mudando totalmente de sentido. É impossivel não tentar imaginar o que se encontra na outra ponta. Ainda mais instigado por uma grande placa em grego que não permite entender nada. Saindo de Panormos, com o céu bem menPraia Hovolo em Neo Klima - Skopelosos encoberto, segui a estrada que inicia uma subida até 150 metros de altitude. Andando pela rodovia podia ver as duas belas praias seguintes, Meliá e Kastani. Não desci em nenhuma apesar do acesso fácil, onde a única dificuldade era o desnível. Continuei por quatro quilômetros até chegar em Neo Klima, que tem duas das mais famosas praias da ilha: Elios e Hovolo. Também conta com uma pequena marina e imponentes montanhas ao fundo. Abandonei a ideia de ir até Glossa, a segunda cidade em importância, depois de Skopelos. Como já estava ficando tarde pretendia voltar de ônibus e uma caminhada de mais de uma hora até a última parada do itinerário interurbano me faria perder a condução. Retornar a pé também não seria mais viável, sob pena de chegar no hotel de noite. O cartaz no entroncamento onde fica a para da de ônibus informava que a ligação seguinte passaria às 18:05 h e ainda haveria mais uma. Seria a primeira vez que usava o transporte público da ilha e sempre fico apreensivo nessas situações. Já percebi que eles não são muito pontuais, de forma que um atraso de até 15 minutos não deve assustar. Foi mais um dia de clima desconcertante. Segundo a previsão a parte da tarde também deveria ser instável, no entanto, desde que atravessei as montanhas, o sol tem aparecido com assiduidade. Ao chegar no hotel às 19:30 h não encontrei o proprietário. Duas horas mais tarde o Lakhis resolveu bater na minha porta para acertar a dívida. Agora estamos quites neste hotel excelente.