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Kefalonia - 14/jul/18 (64 fotos)Mais fotos:ÁlbumSlide show

Orla acordando - Argostoli, KefaloniaÀs 7:15 h, quando sai do hotel, o sol ainda estava acabando de surgir de trás das montanhas e o vento era muito frio. Sem pensar muito fui para o local do porto de onde partem as balsas para Lixouri (leia licsúri), na outra margem da baía externa. Cheguei dez minutos antes da partida das 7:35 h e subi para o salão fechado do andar superior. O cobrador passa nos bancos pegando o dinheiro referente aos passageiros e veículos transportados. Tentei ficar no convés descoberto mas o vento era forte demais. Na parte exterior do andar intermediário, do lado de fora do salão fechado, encontrei uma esquina em que a veKatavotres - Argostoli, Kefaloniantania não era tanta e pude apreciar a travessia de vinte e cinco minutos. Iniciei a caminhada pelo curto calçadão paralelo ao mar e entrei na estrada que leva para a praia de Lepeda (leia lépeda) a apenas dois quilômetros do centro. A partir de então o padrão se repetiu. A rodovia principal seguia pelo topo do morro e ladeiras conduziam às enseadas. Após a primeira pirambeira fiz um voto de me ater às vias pavimentadas apesar da tentação de usar os atalhos tracejados do mapa eletrônico para economizar chinelo. A ventania terrível me fez caminhar vários trechos segurando o boné. Logo quebrei a promessa quandLixouri - Argostoli, Kefaloniao cheguei à praia de Megas Lakkos e notei que a seguinte fazia parte da mesma extensão de areia. Um quilômetro andando pela beira da água me levou à praia de Xi (leia cssí). A vila de Lixouri fica na península de Paliki (leia paliquí) e a parte que visitei hoje era bem plana. O adversário não foi a distância ou o desnível mas o vento forte com rajadas horrorosas, especialmente quando soprava areia fina na praia. Além de andar de chapéu na mão ele passou bastante tempo dentro da sacola. Apesar do compromisso de percorrer somente vias ortodoxas em certas ocasiões não fazia sentido evitar os atalhos que, na suaPraia Megas Lakkos - Kefalonia maioria, são bem trafegáveis. O caso extremo é que acaba dando a fama dessas ligações de terra. Cheguei na ponta de Kounopetra (leia cunópetra), a pedra que se move. Não consegui entender direito a história apesar de ler duas vezes o relato em inglês. Uma pedra das imediações, que não localizei pelo que a tabela informava, apresenta movimento inexplicado pelos cientistas. Tudo ficou um pouco mais confuso com o terremoto de 1953 que retirou o bólido do lugar original. Do mirante é possível observar os penhascos cinzas atrás das praias de Megas Lakkos e de Xi compostos de uma areia que os banhistas misturam cPraia Kounopetra - Kefaloniaom água do mar cujo resultado é uma pasta com a qual gostam de se lambuzar. Segui para mais duas praias vizinhas uma da outra. Vrahinari e Vatsa são separadas por alguns rochedos. Para ir de uma a outra teria de dar uma volta razoável pela estrada ou tentar escalar as pedras pela curta distância. Visualmente observei que isso não ia acrescentar nenhuma novidade ao meu itinerário e comecei a planejar o trajeto de retorno. Andei novamente por rotas rústicas que não apresentaram dificuldade maior até voltar a estrada asfaltada que chega ao porto. Peguei a barca da 15:30 h e cheguei um pouco mais cedo no hotel.