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Patras - 08/jul/18 (35 fotos)Mais fotos:ÁlbumSlide show

Farol no parque da orla - PatrasPassei a madrugada toda sonhando com Kalogriá, especificanente com as paradas do ônibus. Mas isso não foi suficiente para me convencer a realizar a visita. Estava mais preocupado com a meteorologia que previa dois períodos chuvosos, um pela manhã e outro à tarde. Acordei pouco antes das 7:00 h e achei melhor aguardar a primeira chuva por volta das 9:00 h. A visão pela porta do terraço não indicava nada diferente dos dias anteriores. O horizonte continuava enevoado como antes, dificultando a vista das ilhas e montanhas porém o sol brilhava forte e desimpedido. Percebendo que o aviso inicial não ia se concretizar saí para encontrar meu lugar ao sol. Resolvi caminhar para o lado contrário, que ainda não conhecia. Não estava nos planos sair da cidade ou fazer uma caminhada longaPraia no parque - Patras e a consulta ao mapa eletrônico identificou um parque gêmeo ao que havia atravessado no dois dias anteriores, mas em direção ao porto sul, de onde partem os barcos para a Itália. Lembrava da distância e da inatratividade do caminho, quando o navio vindo de Ancona me deixou em Patras pela última vez. Parece que nada mudou. O parque está degradado como o do lado norte, com mato alto, praticamente deserto, com equipamentos quebrados e longos trechos da calçada na orla destruídos pela maré. Não consegui decidir se os poucos e pequenos grupos de pessoas eram reuniões para piquenique de domingo ou famílias de desamparados. Algumas áreas abertas com acesso ao mar abrigavam um par de pescadores desanimados. Após o farol revitalizado num café simpático, decidi que o retorno no sentiIgreja de Santo André - Patrasdo da marina, que era meu destino original depois do desvio para o sul, não iria se realizar. Iniciei a procura por um espaço adequado e me instalei perto de dois pescadores de fim de semana. Eles logo cansaram e foram embora e eu continuei apenas na companhia de uma ou outra gaivota e do eventual cachorro levando seu dono para passear. Mais tarde descobri que os ratos também gostam daquelas partes. A praia não chegava a ser paradisíaca, cheia de lixo, embalagens plásticas, e pedaços de madeira devolvidos pelo oceano. Mas o solo coberto apenas por pedras era um ponto bastante positivo e, mesmo com portos dos dois lados, a água permanecia transparente. Também a proximidade de proteção contra intempéries atraía, em caso de necessidade. Apesar do acúmulo de nuvens no topo das mIgreja de Santo André - Patrasontanhas ao redor a tempestade das 15:00 h também não se materializou e pude esticar a permanência na praia até às 16:30 h, o limite do suportável para o dia. Como estava bem mais perto do hotel deu para dar uma pequena volta pelo centro novo de Patras, conhecendo a Igreja de Santo André, algumas praças e as ruas de pedestre desertas no domingo. A Grécia parece estar longe do fim da recessão e metade das edificações está ou à venda ou abandonada. Uma condição aparentemente obrigatória para construir calçadas na cidade é usar material altamente derrapante. As pedras lisas dos pisos me prepararam vários inícios de escorregões. Deve ser traumático andar por aqui após uma chuva. Aproveitei o pouco movimento para evitar os caminhos ensaboados e andar pelo asfalto no meio da rua.