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Nápoles / Pescara - 08/ago/17 (73 fotos)Mais fotos:ÁlbumSlide show

Montes Apeninos - Nápoles-PescaraO ônibus para Pescara tinha partida definida para as 10:00 h e pude preparar a saída do quarto com bastante calma. A única preocupação era não voltar a dormir e perder a hora. Revendo a reserva ontem à noite percebi que a recepção da nova hospedagem estaria disponível apenas a partir das 16:30 h de forma que achei melhor mandar uma mensagem avisando que chegaria adiantado e pedindo confirmação de que haveria alguém para me receber. Ao acordar fui tranquilizado pela resposta devolvida. Saí do quarto às 9:00 h e estava esperando a partida sob a proteção da plataforma quinze minutos depois no terminal vizinho à estação de trem. Trinta minutos antes do prazo o ônibusMontes Apeninos - Nápoles-Pescara de dois andares encostou e começou a receber os passageiros. Minha poltrona ficava na parte de cima, mas no corredor. A da janela também foi ocupada. A duração da viagem estava estimada em pouco menos de quatro horas e atravessaria a Itália do Mar Tirreno para o Mar Adriático. Para tanto a estrada ultrapassava a espinha dorsal da bota definida pelos Montes Apeninos, que correm de norte a sul do país, dividindo toda a península. Por 30 minutos pude sentar na janela do outro lado do corredor até a parada seguinte. Nem esperei novas pessoas subiram e retornei ao meu assento original com receio de ter que fazê-lo por força. De fato os primeiros viajantes adicionais Rivisondoli nos Montes Apeninos - Nápoles-Pescarajá ocuparam a minha escolha recém-liberada. As palavras usadas nas conversas eram bem mais compreensíveis do que as de ontem na praia e dava para identificar claramente a língua italiana, apesar de não poder acompanhar as ideia trocadas, quer pelo volume baixo, quer pela falta de interesse. Às 11:30 h teve inicio a lenta subida das montanhas por partes mais baixas de um vale cercado por picos de mais de 1.000 metros de altura, como o Falconara, o Santa Cruz, o Montagnola e o Spino Rotondo. Uma hora antes do final da viagem o motorista parou por dez minutos para descanso num posto de beira de estrada onde eu comi uma focaccia de presunto e queijo. A parada serviu Identidade - Pescaraainda como ponto de conexão para vários passageiros e o veículo continuou bem mais vazio, inclusive com a cadeira vizinha livre. Após atraso de dez minutos e caminhada de dois quilômetros cheguei ao Hotel Sweet Dreams às 14:30 h onde a Iole e a Francesca me esperavam. Falaram um monte de coisa que não entendi muito bem mas ficou claro que elas achavam que estavam com problema na máquina de cartão. Após argumentarmos, a que só falou em italiano foi buscar o aparelho e, na primeira tentativa, tudo funcionou perfeitamente. A impressão inicial da hospedagem foi excelente e o café da minha incluso na diária me aguardava no quarto. Nada de espetacular além de alguns tiArquitetura moderna - Pescarapos de pães e bolos ensacados e café com leite. Percebi então que essa fora uma das informações transmitidas apressadamente no registro. Fiquei mais satisfeito de ver uma minúscula geladeira que não constava da reserva de sete noites que carregava no celular. A rede wifi parecia muito boa para receber e-mails e ler notícias mas deu umas engasgadas quando tentei fazer um teste de transferência de arquivo. Esperava que tivesse sido temporário. Ao contrário do que eu imaginava o estudo etimológico do nome da cidade não traz nenhuma relação com peixe, pesca ou pescador e o significado se aproxima de boca do rio no mar. Com efeito, a cidade se originou na área em que Bosque de pinheiros - Pescaradeságua no Mar Adriático o rio que deu nome ao assentamento. Toda a parte histórica da cidade foi destruída nos bombardeios da Segunda Guerra e a malha urbana foi totalmente reconstruída seguindo traçado moderno. Saí do quarto às 16:00 h, mesmo com a bateria apenas parcialmente recarregada. Atravessei o rio perto do hotel e segui paralelamente ao litoral por dois quilômetros, quando completei uma curva em direção ao mar. Fiz um desvio para atravessar uma das áreas remanescentes de pinheiros, árvores que já cobriram a quase totalidade da costa adriática. A praia foi uma desilusão. Grande parte da orla por que passei teve que ser percorrida por uma rua interna, semPraia organizada - Pescara vista do mar. Construções particulares e clubes de praia ocupavam a faixa entre o asfalto e a areia, que era forrada por milhares de guarda-sóis e espreguiçadeiras em proximidade sufocante. Mesmo na área mais próxima do centro, onde existia um grande calçadão, as areias ficavam ocultas por paredes de bares. O Rio Pescara pôde ser cruzado por uma bela ponte de pedestres e ciclistas e a Marina foi outra decepção. Apenas uma entrada dava acesso à propriedade e a única forma de sair foi retornando ao ponto inicial. Depois de quase quatro horas descobrindo parte do balneário voltei ao hotel, perto do qual existe um bom supermercado da rede que tenho frequentado.