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Providencia - 05/abr/18 (46 fotos)Mais fotos:ÁlbumSlide show

Praia Manzanillo - ProvidenciaA partir das 6:00 h teve início a briga entre um galo, uma pomba e um nenê para decidir quem gritava mais alto. A pomba ganhou, tanto por causa da sua inabalável monotonia como por ela morar do lado da minha janela. Mesmo com a luta externa fiz um grande esforço e consegui voltar a dormir por mais duas horas. Não tinha intenção de fazer um deslocamento longo e apenas desejava caminhar até a praia mais próxima, na baía Almond. Ao final dos três quilômetros, quando cheguei ao abrigo em forma de polvo que identifica a descida, reparei que o pequeno estacionamento estava ocupado, indicando que a curta faixa de areia abaixo já estava tomada. Resolvi continuar andando, tendo consciência de que não teria outra oportuMar de sete cores - Providencianidade antes de cinco quilômetros, na praia da Baia Sudoeste. Como o propósito inicial de não andar muito havia sido rompido achei que poderia continuar um pouco mais e conhecer uma praia diferente. Precisei de outros três quilômetros para chegar ao entroncamento com uma estrada secundária que levava à praia Manzanillo, o ponto mais extremo no sul da ilha. O desvio de um quilômetro atravessava um morro envolvendo subida e descida íngremes nos dois sentidos, no entanto pude atingir uma faixa de areia, não tão longa quanto a de ontem, porém bastante cativante. O acesso ficava na metade da baía e o movimento baixo de pessoas se concentrava apenas na parte central, perto dos bares. Caminhei pela areia até uma das Pedra fendida - Providenciaextremidades, perto do morro e de várias árvores caídas, que configuravam o local ideal para passar algumas horas. Apesar de o céu estar nublado, as nuvens ficavam longe do sol e o tempo continuava bem limpo. A brisa intermitente, contudo, tornava o calor suportável. Na fase mais intensa do abafamento passei um bom tempo de molho nas águas cálidas e pouco profundas. Às 14:30 h iniciei o retorno e, como a distância para os dois lados era aproximadamente a mesma, decidi completar novamente o circuito, mais uma vez no sentido anti-horário. Como cheguei ao hotel por volta das 17:00 h, com algum tempo disponível antes do final da tarde, identifiquei uma chance de conhecer um atrativo famoso da Ilha Santa Catalina, Cabeça de Morgan - Santa Catalinaque exigia o percurso de uma trilha por cerca de um quilômetro a partir da Ponta do Forte, no final do caminho exclusivo de pedestres. A escadaria que sobe e desce o morro era cansativa e a rota bem demarcada pela floresta, que tinha início após a curta prainha do outro lado, não apresentava muito tráfego turístico. A Cabeça de Morgan é uma formação rochosa que se ergue do mar sugerindo o perfil do pirata famoso. Uma questão que me ocupou por toda a caminhada desde a manhã foi a impossibilidade de encontrar água em grandes embalagens nos poucos supermercados do centro e resolvi aceitar a proposta da Francisca, feita no primeiro dia da hospedagem, de tomar emprestado um galão para resolver o problema. Tentei enLitoral da Ilha - Santa Catalinacontrá-la quando voltei para a pousada, após quase uma hora gasta no passeio inesperado, mas só encontrei o Fredy, marido da dona. Solicitel o uso do garrafão e ele até se prontificou em buscar o líquido para mim na manhã seguinte. Todavia, sem querer incomodar desnecessariamente, disse que poderia me encarregar pessoalmente. O vasilhame tinha uma alça que parecia ser útil no transporte de volta, quando estivesse carregado. Foi um exercício estafante, que demandou algumas paradas para descanso, especialmente no final do retorno. Contudo uma grande dificuldade logística estava resolvida até o final das minhas diárias. Pela primeira vez a transmissão dos dados foi ágil e com necessidade de apenas uma reconexão.